PCP diz-se solidário com emigrantes madeirenses mas contrários a “ingerência, desestabilização e actos terroristas” por parte dos “imperialistas”

O PCP enviou um comunicado à nossa Redacção, esclarecendo a sua posição sobre a Venezuela. Refere a nota que o PCP “está solidário com os emigrantes madeirenses que vivem e trabalham na Venezuela e que devido à actual situação económica e social vivida naquele país, lutam por uma vida melhor”. Mas, por outro lado, os comunistas referem que estão solidários “com a luta do povo venezuelano, que defende a soberania nacional daquele país para prosseguir o caminho das conquistas e avanços e impedir ingerências estrangeiras”.

O partido critica os partidos que “hoje dizem-se preocupados com a situação do povo venezuelano e dos nossos emigrantes”, afirmando que são os mesmos que “têm dado cobertura à acção de desestabilização e ingerência que os EUA e a UE têm exercido sobre a Venezuela, conduzindo às dificuldades económicas e sociais que penalizam todo um povo”.

Para os comunistas portugueses, os problemas da Venezuela não são resolúveis com “boicotes, sanções com impedimento do uso do dinheiro do Estado venezuelano para compra de medicamentos, produtos alimentares e outros bens essenciais”. E também não se resolvem os problemas do povo da Venezuela e dos emigrantes madeirenses com “ingerência, desestabilização e actos terroristas”.

O PCP insiste que aqueles que “cinicamente se manifestam preocupados com a situação” deixem de “conspirar contra o Estado venezuelano e o seu povo e se distanciem da acção provocatória do imperialismo”.

Os comunistas, por outro lado, alertam para os emigrantes para que não se deixem “instrumentalizar”, procurando “virar madeirenses contra madeirenses”. E isto “esquecendo que os apoios que dizem querer atribuir extraordinariamente aos que regressam tenham sido negados aos que há muito vivem na Região e continuam à espera de casa, emprego, apoio social e acesso à saúde.