“Liceu” assinalou hoje Dia da Escola com homenagens aos melhores alunos, a Jorge Moreira e aos patrocinadores

Fotos FN.

A Escola Secundária Jaime Moniz assinalou hoje mais um aniversário desta centenária instituição com uma cerimónia de distinção dos melhores alunos do 10º, 11º e 12º anos, de 2017/2018. Um ato simbólico que se revestiu de particular significado para os estudantes e famílias, naquele que é o primeiro Liceu nacional que cultiva o lema da tradição, inovação e excelência. Aliás, a cerimónia de hoje marcou também os 100 anos da designação do nome “Liceu de  Jaime Moniz” (1919-2019).

Por detrás de cada aluno que hoje foi distinguido, escrevem-se múltiplas histórias de jovens e famílias que, com muito suor e abnegação, conquistaram tais resultados. São prémios de mérito por um desempenho igual ou superior a 18 valores. Não é por acaso que a presidente do Conselho Executivo, Ana Isabel Freitas, colocou o foco da sua intervenção nos alunos e em todos os agentes da escola, docentes e trabalhadores não docentes, na construção de uma escola apta a enfrentar os novos desafios. Aliás, salientou a presidente Ana Isabel Freitas, o “profissionalismo docente é, atualmente, mais importante do que nunca. Aquilo a que muitos chamam “o novo paradigma para a educação”, cujos princípios se encontram dispostos nos diplomas sobre “a autonomia e a flexibilidade curricular” e a “escola inclusiva”, exigem novas abordagens e novas práticas pedagógicas para o ensino”.

 

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Perante o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, Ana Isabel Freitas também pediu o apoio do executivo regional, uma vez que a ESJM aguarda “pela segunda fase das obras de recuperação e manutenção da escola para que possa continuar a oferecer um ensino de qualidade aos jovens que nos procuram anualmente”.

Citando Sergiovanni, a responsável pelo conselho executivo do “Liceu” resumiu a força anímica desta instituição e os seus propósitos, nestes termos: “Entre as organizações sociais, as escolas têm funções particularmente importantes a desempenhar (…). As boas escolas apresentam estilos variados. (…) Mas independentemente dos seus estilos, as boas escolas partilham três características: pais, professores e alunos estão satisfeitos; as escolas têm sucesso no cumprimento dos seus próprios objetivos definidos, e os alunos que nela completam os seus estudos exibem valores, atitudes e comportamentos democráticos. Nas boas escolas, o mundo da vida está vivo e saudável”.

Mas o mérito dos estudantes foi publicamente enaltecido graças à ação benemérita dos patrocinadores, também homenageados hoje pela ESJM. São empresários desta terra que, para além das suas áreas de negócios, investem na promoção do mérito escolar dos jovens, justamente porque serão a massa crítica dos país dentro de poucos anos. São eles Luís Miguel de Sousa, Grupo Sousa, Vítor Calado, Grupo Santander, e Pedro Barbosa, Grupo Leya, a quem a Jaime Moniz prestou hoje pública homenagem. Esta homenagem foi também extensível aos representantes dos grupos de finalistas dos anos letivos de 1965/1966 e 1968/1969, nas pessoas de Santos Costa, Marcial Fernandes e Ana Marques.

A sessão de hoje revestiu-se também de particular simbolismo também pelo facto de a atual Direção prestar homenagem ao seu anterior presidente.

Jorge Moreira de Sousa foi distinguido pelos seus 31 anos à frente do Conselho Executivo da ESJM, tendo a sua sucessora, Ana Isabel Freitas, enaltecido a sua visão e estratégia: “Foi a sua ousadia, de modo especial em tempos adversos, que contribuiu para a modernização da nossa escola. Foi o seu otimismo académico que nos levou a fazer cada vez melhor em benefício dos nossos alunos. Foi a sua resiliência emocional que nos permitiu ultrapassar as dificuldades que sentimos na época da crise. Foi a sua esperança que nos fez acreditar que todos podemos construir uma escola melhor”. Uma homenagem que levou Jorge Moreira de Sousa a replicar, citando Pablo Neruda, “Confesso que fui feliz na escola!”

Outra homenagem de particular significado foi a que a ESJM prestou aos patrocinadores dos prémios atribuídos aos alunos, Grupo Sousa, Grupo Santander e Grupo Leya, através da entrega de um certificado de distinção.

À entrada do centenário “Lyceu”, os finalistas, trajados a rigor, deram as boas vindas às entidades e a ESJM teve a oportunidade de hastear da Bandeira Azul da Europa (Título de Eco-Escola). O Coro da ESJM também abrilhantou a cerimónia com a interpretação do Hino do “Liceu”. Também os estudantes do grupo de teatro “O Moniz-Carlos Varela” receberam as entidades com uma dramatização e a entrega de flores.

Por motivos de agenda, o presidente do GR não pôde marcar presença. No seu lugar, o vice-presidente congratulou a comunidade escolar pela excelência do seus ensino, reconhecido na sociedade madeirense e pelo profissionalismo de todos aqueles que formam a comunidade educativa.

Pedro Calado referiu ainda que, a exemplo do que foi garantido no ano anterior por Miguel Albuquerque, o Governo Regional pretende continuar a apoiar o percurso da ESJM e a sua “estratégia visionária”. Por isso, nos recentes procedimentos concursais, o GR afetou ao “Liceu” quatro vagas de assistentes operacionais.

Dirigindo-se aos alunos, Pedro Calado teceu palavras de encorajamento, e citando William Ernest Henley, pediu-lhes que sejam “os senhores do vosso destino e os capitães das vossas almas…”

A cerimónia encerrou com a distinção dos melhores alunos do ano letivo anterior, do 10.º, 11.º e 12.º anos. Os estudados foram distinguidos com prémios pecuniários do Grupo Sousa e Banco Santander, e a entrega de livros do Grupo Leya.

Esta tarde, o “Liceu” retoma uma tradição de promover jogos de futebol masculino e feminino entre a ESJM, considerada e a antiga Escola Industrial do Funchal.