Câmara do Funchal com Plano de Ação para controlar “invasão” de pombos pela cidade

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A Câmara esclarece lembra a proibição de alimentar animais na rua, conforme definido no regulamento municipal para o efeito”.

Os pombos “invadem” a cidade. É a sensação que dá quando vemos, tanto no Largo do Pelourinho e zonas circundantes, como em algumas esplanadas do Funchal, exemplos da Praça do Carmo e Rua Dr. Fernão de Ornelas, cujas mesas daqueles estabelecimentos são rapidamente “ocupadas” para desespero de clientes e empregados. A constatação deste problema é diária, as queixas também, com dúvidas relativamente a uma planificação e intervenção por parte dos serviços camarários, de controlar aquela população. A Câmara diz que, formalmente, não existem queixas nos últimos meses.

A  Autarquia do Funchal, através o gabinete de apoio à presidência, garante que “o Departamento Municipal de Ambiente tem equipas de serviço permanentemente no terreno, que procedem a uma sensibilização constante para a não conspurcação da via pública, temática onde se inclui a proibição de alimentar animais na rua, conforme definido no regulamento municipal para o efeito”.

“No caso dos pombos, e como é do conhecimento público”, esclarece aquele gabinete, “estes animais proliferam devido à contínua disponibilidade de alimento no meio urbano, o que dificulta necessariamente as estratégias definidas pelos serviços para controlar esta população. No entanto, 2018 foi um ano marcado pela aplicação de um importante Plano de Ação pelo Departamento de Ambiente da CMF, que definiu várias medidas com vista à redução do número de efetivos de algumas das colónias de pombos, nomeadamente através da alimentação das mesmas com grãos de milho impregnados com contracetivo”.

Deste modo, a Câmara avança que “os primeiros indicadores da aplicação do referido Plano de Ação, ao longo do ano de 2018, apontam para o cumprimento dos objetivos definidos, o que é reforçado, tal como já foi referido, pela ausência de queixas reportadas à Autarquia nesse sentido, ao longo dos últimos meses”.

O Plano de Ação denominado “ O Funchal não é um Pombal”, a que o FN teve acesso, aponta o objetivo já referido de redução do número de efetivos de algumas das colónias de pombos através da alimentação das mesmas com grãos de milho impregnados com um contracetivo oral do tipo Avisteril, fazendo referências a datas de execução, sendo que a calendarização apresentada tem correspondência com a época de postura dos ovos por parte dos pombos: 1ª Fase: De 19-03-2018 até 20-06-2018; 2ª Fase: De 01 -09-2018 até 31 -10-2018.
Relativamente à Instalação do “Pombal Contracetivo, esta situação envolve a disponibilização de 2 pombais contracetivos, “consistindo em atrair os pombos em questão com a disponibilização de água, alimento e sombra em liberdade
permitindo que seja possível a retirada dos ovos dos mesmos, dois dias após a postura,
antes de haver formação do embrião com o objetivo de antecipar os nascimentos e
evitando a propagação. Assim que as aves estejam concentradas nestes pombais,
estas por sua vez não irão procurar os telhados das casas, caleiras dos prédios,
parapeitos das janelas ou demais locais para nidificação”.
Locais: Instalações das Hortas Urbanas S. João; Instalações do Departamento de Ambiente