Calado diz que pagar 4,2 milhões por assessoria financeira significa que a Região pouparia 210 milhões

edificio governo regional
O Governo Regional admite que o pagamento de 4,2 milhões é possível, mas nesse caso a Região pouparia 210 milhões.

Veio de novo à discussão o pagamento de 4,2 milhões que o Governo Regional irá desembolsar para uma assessoria financeira para a renegociação da dívida. E de novo a vice presidência reafirma o que já, em tempos, tinha esclarecido, que “em rigor, não é verdade que a Região Autónoma da Madeira vá pagar 4,2 milhões de euros à Orey Financial, para que esta lhe preste serviço especializado de assessoria financeira”.

Esclarece a vice presidência de Pedro calado que “o que está contratualizado com esta empresa especializada em assessoria financeira é o pagamento de 12.500 euros, montante que, conforme consta do contrato, aumentará, percentualmente, até ao limite de quatro milhões e duzentos mil euros, sendo que valor a pagar dependerá da redução alcançada nos custos da dívida.

Não é líquido, portanto, que a despesa vá atingir o total previsto, o qual é apenas fixado como um limite e será sempre proporcional aos benefícios efetivos que sejam conseguidos para a Região Autónoma da Madeira. De qualquer das formas, o pagamento limite de 4,2 milhões de euros, será sempre um bom negócio para a Madeira, pois, se assim for, quer dizer que a Região terá poupado, pelo menos, 210 milhões de euros…

Aproveitamos, também, esta oportunidade para realçar que a Região só recorreu a este procedimento porque não lhe restava outra alternativa, dado que o Primeiro-ministro, apesar de já ter assumido o compromisso político de que os juros indexados ao empréstimo do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro à Madeira seriam revistos, uma vez que estava numa taxa superior aos custos suportados pelo Estado, recorrentemente, tem vindo a negar essa pretensão à Região.

Ora, não tendo sido cumprido o compromisso assumido pelo Governo da República de rever esses juros e não havendo outra alternativa à Região, foi decido seguir por esta via. Pois a situação, com as taxas que nos estão a ser cobradas, está a lesar a Madeira em cerca de 12 milhões de euros por ano”.