Madalena Nunes defendeu importância da não discriminação das pessoas pelas opções sexuais

A vereadora da Câmara Municipal do Funchal, Madalena Nunes, com o pelouro do Desenvolvimento Social, marcou presença na sessão de abertura das IV Jornadas Regionais da APF – Escolhas, Direitos e saúde – Tendências e Prioridades. Na oportunidade, realçou “a excelente parceria que tem sido mantida entre a Câmara Municipal e a Associação para o Planeamento da Família ao longo dos últimos anos, no âmbito da saúde comunitária, a nível dos mais diversos rastreios e da prevenção de comportamentos de risco.”

“Criámos, em conjunto, uma rede de atendimento, nos nossos centros comunitários e ginásios municipais, com sessões específicas para crianças, adultos, mas também para a população sénior. Toda a gente tem oportunidade de ser atendida em privacidade e discutir casos pessoais, bem como esclarecer todo o tipo de questões associadas à sexualidade, à identidade de género, às questões trans ou intersexo, ao abuso sexual, entre outras”, referiu.

Para Madalena Nunes, este tem sido um trabalho de grande mais-valia para a comunidade porque, neste ano em que se completam 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “muita da população abrangida por temáticas como estas acaba por viver nalgum ambiente de discriminação, ou com receio de ser discriminado ou discriminada. Seja por terem alguma doença sexualmente transmissível, seja por terem orientações sexuais diversas da que é considerada norma, seja por serem abusadas, sentem-se e são mesmos discriminadas”, denunciou.

Madalena Nunes salientou porém que “o direito à diversidade existe. O direito a fazer escolhas sem ter de sofrer actos de violência, também existe. E ninguém deve ficar indiferente. A indiferença é uma forma terrível de pactuar com a injustiça. Todas as pessoas têm direito a serem respeitadas e o direito a serem diferentes.”