PSD-M acusa PS-M de desespero ao pedir a demissão de Patrícia Dantas

O PSD-Madeira emitiu esta tarde um comunicado a propósito do pedido de demissão suscitado pelo PS-M na sequência do caso que envolve o nome de Patrícia Dantas. Eis o teor do comunicado:

“1.    O PS da Madeira está desesperado. Face a tanto pânico, fazem de tudo um facto político, sem respeito pela dignidade humana nem pela veracidade dos acontecimentos. Defendem um mundo onde há dois pesos e duas medidas, dependente de serem seus correlegionários ou não.

2.    Em nome da verdade, é preciso sublinhar estarmos perante uma investigação que já envolve 126 arguidos e cuja inclusão do CEIM e da atual diretora regional adjunta da Economia veio por mero “arrastamento”. A referência da Drª Patrícia Dantas no processo, acontece unicamente porque o Centro de Empresas e Inovação da Madeira prestou serviços à Oficina da Inovação, que por sua vez está relacionada com a AI Minho. Não existe qualquer relacionamento entre o CEIM com a AI Minho, nem com os factos que constam da acusação.

3.    Mais se aconselha ao PS que faça como o PSD costuma fazer em casos semelhantes: aguardar o desenvolvimento do processo nos locais próprios e longe do sensacionalismo mediático que se pretende impor.

4.    É de sublinhar que ninguém foi julgado ou condenado, e por isso, e pela presunção da inocência que assiste a todos os cidadãos, todos têm o direito de continuarem a ter uma vida profissional enquanto decorre o processo nos tribunais.

5.    Repudia-se assim a tentativa oportunista de aproveitamento político do PS Madeira que, sempre a reboque do espaço mediático, julga as pessoas na praça pública, antecipando-se à justiça quando lhe convém, escondendo os seus telhados de vidro e remetendo-se ao silêncio sempre e quando direta ou indiretamente fica envolvido em situações semelhantes.

6.    Veja-se a contradição no discurso e na sede de justiça popular, quando noutros assuntos, o PS e os seus “independentes” foram constituídos arguidos pelo Ministério Público. Na altura, o PS local não pediu a demissão de autarcas do Funchal, argumentando que seriam os Tribunais a decidir. Agora, tomam uma posição totalmente contrária, mostrando que olham para a justiça conforme a cor partidária.”