Sara Madruga da Costa quer FAP a combater incêndios também na Madeira

A deputada Sara Madruga da Costa confrontou o novo ministro da Defesa, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado na especialidade no parlamento nacional, com a nova estratégia de combate a incêndios pela Força Aérea, tendo considerado que a Madeira não pode ficar de fora dessa estratégia nacional.

De acordo com a deputada madeirense “com a passagem para o Ministério da Defesa do combate aos incêndios, não há qualquer justificação, nem é tão pouco aceitável que a Madeira fique de fora do todo, da estratégia nacional e da operação do combate a incêndios pela força aérea”.

Sara Madruga da Costa colocou a João Gomes Cravinho um conjunto de perguntas concretas sobre os meios aéreos, nomeadamente “como está pensada a operação de combate a incêndios na Madeira”, se está ou não previsto reforço de meios para a Madeira e a afectação de uma aeronave a tempo inteiro para a Região, e “se será desta que finalmente o Governo da República assumirá os custos da operação da aeronave na Madeira, tendo em conta que no Orçamento do Estado para 2019, o Governo da República continua a ser um mero promotor dos meios aéreos disponibilizados à RAM e a obrigar a Região a pagar pelo helicóptero para o combate aos incêndios”.

O Ministro da Defesa respondeu que a “forma como irá proceder em relação aos meios aéreos está a ser discutida na equipa de trabalho conjunta e que os interesses da Madeira que são legítimos serão tidos em conta, tendo a Região a autonomia para solicitar os apoios necessários”.

A deputada social democrata voltou ainda a perguntar pelo ponto de situação da resolução do sistema de comunicações do radar militar do Pico do Areeiro, “uma situação que para a deputada já não é nova e já se arrasta há muito tempo.” Mas João Gomes Cravinho não respondeu a esta questão.

Sarra Madruga da Costa fez ainda questão de assinalar na sua intervenção no parlamento, a importância da primeira força totalmente constituída e preparada na Madeira após o ultramar – o 8.º contingente no Iraque, composto por 30 militares que está neste momento no Iraque no campo Besmayah.