Albuquerque pede aos jovens para terem em conta a humanística e a ética

Albuquerque escola Estreito
Miguel Albuquerque esteve presente nos 40 anos da EB23 do Estreito de Câmara de Lobos.

O presidente do Governo Regional considerou hoje, no âmbito da cerimónia de comamoração dos 40 anos da Escola EB23 do Estreito de Câmara de Lobos, que o programa Erasmus foi extremamente positivo, uma vez que abriu o mundo aos jovens.

E foi dirigindo-se aos jovens que deixou uma mensagem nuclear: “No futuro é determinante que os jovens tenham conhecimentos técnicos mas não descurem as áreas humanística e ética, sendo esta importante para termos uma sociedade onde o Estado e as instituições estão ao serviço do ser humano”.

Miguel Albuquerque começou a sua intervenção por lembrar o passado de atraso da Madeira, com falta de acesso à Saúde, ao Ensino, as acessibilidades eram uma desgraça, com uma sociedade eivada de preconceitos sociais, com índices de analfabetismo gritantes e tivemos um regime que fazia gala, na sua ruralidade, de manter a maioria da população rural analfabeta e fixada numa agricultura atrasada, com tudo o que vem atrás, alcoolismo, violência.

Por isso, Albuquerque diz não ter “saudades do passado” e lembra que “as condições que hoje temos resulta de um quadro político, que deve ser acautelado e defendido. Tudo o que aconteceu em termos de desenvolvimento da Madeira aconteceu de uma conquista dos madeirenses e portosantenses. Isto não é teoria, aconteceu mesmo. Por causa da Autonomia política, que permitiu às populações decidirem o seu fututo. Depois, permitiu proximidade das questões da República e uma autonomia dos poderes locais”.

Em matéria de escolas, Albuquerque lembrou o facto de ser a Região a suportar as despesas com a Educação, apontando que a diminuição do abandono escolar e as taxas de retenção são dois dos objetivos globais, numa política de diálogo com os professores, abordando, ainda, em relação aos docentes, a contagem do tempo de serviço, um compromisso cumprido pelo Governo quando teve disponibilidade para o fazer.