Sílvio Mendes
É um dos grandes arraiais da Madeira e realiza-se em louvor de Santo André Avelino, na paróquia do Carvalhal, freguesia dos Canhas, no domingo a seguir ao dia 10 de novembro, com missa às 11 horas seguindo-se a procissão.
Este ano a festa realizar-se-á no próximo domingo, dia 11 de Novembro.
Entretanto na sexta-feira 9 de novembro, às 18h30 terá início a procissão com a imagem de Nossa Senhora do Socorro saindo da respectiva capela para a igreja do Carvalhal onde serão celebradas novena e missa às 19 horas.
No sábado, dia 10 às 19h30 principiará a missa da vigília daquela festa.
Haverá o tradicional arraial com actuações de conjuntos e banda filarmónica e com sessão de fogo de artifício às 23 horas do dia 10 de novembro.
Nesse sábado a partir das 19 horas decorrerão as romagens com produtos que serão colocados num bazar.
Na segunda-feira, dia 12, às 18h30 sairá a procissão da igreja do Carvalhal para a capela de Nossa Senhora do Socorro sendo celebrada a Eucaristia.
Santo André Avelino, que é invocado pela Igreja como santo protetor contra a morte repentina, é também o protetor da Terceira Idade.
A devoção da população da zona do Carvalhal àquele santo já é antiga, tendo-lhe sido erguida uma pequena capela que viria a ser demolida no ano de 1961, aquando da construção da nova igreja do Carvalhal, dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Aquela capela foi mandada construir por Nuno Freitas Silva no ano de 1774.
No livro “A Freguesia dos Canhas” o historiador madeirense Gabriel de Jesus Pita refere-se àquela capela salientando que aquela era uma casa de oração que “ainda hoje está bem guardada no coração de muitos filhos desta paróquia. Respeitamos o espírito magoado e saudosista de todos quantos o mantêm, por ter sido desfeita uma obra original de gratas recordações”.
Um santo com muitos devotos
Lancelloto Avelino nasceu em Castronuovo, Itália, em 1521. Recebeu de sua mãe a formação para uma vida santa. Enquanto aprendia religião e ciências humanas, ao mesmo tempo ensinava aos menos favorecidos. Foi um rapaz belíssimo fisicamente e espiritualmente. Ordenou-se sacerdote e doutorou-se em direito civil e eclesiástico.
Em Nápoles ingressou na ordem teatina com o nome de André. Aos três votos religiosos uniu mais outros dois: Renunciar a própria vontade e progredir cada vez mais na perfeição evangélica. Conviveu com grandes santos: João Marinoni, Paulo Burali e Carlos Borromeu que o convidaram para auxiliar na reforma da diocese.
Destacou-se como formador. Deus concedeu-lhe vida longa durante a qual enriqueceu de bondade e obras santas a vida da Igreja e dos irmãos. Morreu quando iniciava a celebração eucarística na manhã do dia 10 de Novembro de 1608. Em 1712 foi canonizado pelo Papa Clemente X.
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