Deputados do PSD/M consideram que poupança anual de 12 milhões de juros do PAEF permitiria reforçar apoios na área social

Os deputados sociais-democratas madeirenses vieram ontem lamentar que os madeirenses “continuem a ter um custo financeiro inerente ao empréstimo referente ao PAEF muito acima daquilo que é o custo actual no mercado”.

Numa conferência de imprensa, realizada no largo junto ao edifício do Governo, na Avenida Zarco, o deputado do PSD-M, Carlos Rodrigues, afirmou que a RAM está, neste momento, “a pagar juros muito acima daquilo que o mercado está a oferecer em termos das condições dos empréstimos análogos a este e aquilo que se pretende é que, pelo menos e após este período em que conseguimos melhorar os nossos índices de confiança e a nossa situação económico-financeira, a Região passe a pagar as condições normais de mercado”.

O tribuno acrescentou que essas condições traduzir-se-iam numa “poupança efectiva de cerca de 12 milhões de euros por ano, no que diz respeito ao custo financeiro dos empréstimos que a Região está a pagar neste momento”.

Isso permitiria, segundo o deputado, um reforço dos apoios na área social, por exemplo, na Saúde, prestando mais cuidados de saúde e melhorando os investimentos que estão a ser feitos.

“Seria”, disse Carlos Rodrigues, “a melhor aplicação dessa poupança e é por isso que nós tudo faremos para que a Região, e já a partir deste Orçamento do Estado, passe a pagar um custo financeiro relativo aos seus empréstimos na linha daquilo que são os custos que o Estado português está a pagar e que o mercado está a oferecer.”

Carlos Rodrigues acrescentou que essa é uma das missões actuais do PSD, concretamente dos deputados da Madeira que representam o partido na Assembleia da República, de modo a que essa poupança possa ser aplicada já a partir de 2019 em áreas “que melhorem a vida de todos os madeirenses”.