Conferência contribui para o rigor científico sobre a revisitação de seis séculos das Descobertas

Porto santo MaxRefletir, aprofundar e trazer ao debate novas visões e contributos para o entendimento do processo histórico da Ilha do Porto Santo – reconhecendo-se, neste enquadramento, o papel que a Região assumiu na epopeia dos descobrimentos portugueses – são, em suma, os objetivos do Ciclo de Conferências que, na manhã desta sexta-feira, arrancou no Centro Cultural e de Congressos do Porto Santo.

A iniciativa está integrada nas comemorações alusivas aos 600 Anos e concretiza-se em parceria com a Universidade da Madeira, reunindo ao longo de dois dias, um conjunto de reconhecidos especialistas, focados na temática da globalização e do papel que as nossas Ilhas assumiram na expansão marítima portuguesa.

Na cerimónia de abertura, foi unânime a opinião de que a celebração dos 600 Anos deve assumir-se, também, como “uma oportunidade para estimular o trabalho de pesquisa e de investigação e a partilha desse conhecimento, com vista ao debate e à reflexão para, desta forma, melhor projetar o futuro”.

O Presidente da Comissão Executiva dos 600 Anos, Guilherme Silva, fez questão de sublinhar, a este propósito, a importância do envolvimento e da participação ativa da Universidade da Madeira nesta reflexão, precisamente numa lógica de “assegurar o rigor científico que esta revisitação a 6 séculos de história determina”. Opinião partilhada pelo Reitor da UMa, José Carmo, para quem “centrar, nesta ilha, todo o simbolismo dos descobrimentos e do início da globalização, revela-se fundamental para a necessária renovação da visão nesta matéria, reiterando a disponibilidade da Universidade da Madeira para participar neste processo e para contribuir na preservação e melhor conhecimento do património identitário dos madeirenses.

Já o Presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Idalino Vasconcelos, enalteceu o contributo deste Ciclo de Conferências, ao acrescentar valor ao debate, lembrando a importância crucial que a ilha assumiu nos descobrimentos e a sua ligação às mais importantes conquistas dos portugueses.

Nota final para a atuação da Universidade Sênior, fortemente aplaudida pelos presentes, numa cerimónia que se iniciou, precisamente, ao som de Max.