Marcelo aborda Descobrimentos partilhando “o desígnio Portugal vivido na diferença que a Autonomia permite

marcelo rebelo de sousa
Marcelo, na imagem com o Representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, com o presidente da ALRAM, Tranquada Gomes e com o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, vem ao Porto Santo a 1 de novembro para assinalar os 600 anos da Descoberta da “ilha dourada”.

Falta uma semana para que o Porto Santo assinale os 600 anos do Descobrimento da ilha (1418-2018), com honras de presença do Presidente da República. E por isso, não é de estranhar que a Câmara Municipal já esteja a ultimar pormenores para o grande dia, prevendo-se uma concentração de pessoas na ilha para assinalar este importante acontecimento.

A Autarquia faz referência ao 1 de novembro na sua página oficial na rede social Facebook, colocando uma declaração de Marcelo Rebelo de Sousa proferida aquando do lançamento das comemorações da Descoberta de Porto Santo e da Madeira, com o Presidente da República a recordar a História dizendo que “há 600 anos navegadores de Portugal Continental chegaram à ilha do Porto Santo. Presume-se que Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira terão sido arrastados pelo mar, para Porto Santo, quando tenciovavam deslocar-se para África. Foi, pois, obra de um feliz acaso, de um felicíssimo acaso, o Achamento daquela que, ao longo dos séculos, tem sido, justamente denominada de ilha dourada”.

Marcelo continua lembrando que “porventura insondáveis desígnios, ou da providência ou das correntes atlânticas, levaram os nossos navegadores até terra incógnita, um território ermo e desabitado, mas admiravelmente promissor. Graças à tenacidade dos porto-santenses, da promessa fez-se obra, realização material e imaterial, pedaço de portugalidade presente no ocenao imenso, atestando a fibra e vigor das gentes que habitaram e habitam numa ilha que surpreende e encanta pela sua paisagem natural, mas sobretudo pela sua paisagem humana”.

O Chefe de Estado, nesse vídeo que a Câmara junta à referência sobre as comemorações, diz ser “espantoso ter presente que, apesar da proximidade geográfica, só no ano seguinte, em 1419, se chegaria à ilha da Madeira. Não existe prova mais concludente da dificuldade hercúlea dos trabalhos e dos dias dos nossos navegadores, daquilo que se lhes exigia de tenacidade, coragem e fé. São esses os valores que hoje celebramos seis séculos volvidos. Valores que permanecem intocáveis, na alma dos porto-santenses e dos madeirenses, sendo extremamente importante e oportuno realizar-se uma comemoração conjunta da descoberta das duas ilhas. Comemorar aquilo que faz a unidade na diversidade, aquilo que singulariza e distingue o Porto Santo e a Madeira, a Região Autónoma da Madeira num todo do contexto nacional”.

Marcelo afirma ser “com honra e júbilo que me associei e associo, desde a primeira hora, a estas relevantes comemorações, permitindo-me saudar, de forma muito calorosa e próxima, cada um e todos os madeirenses e cada um e todos os porto-santenses, na certeza de que partilhamos esse desígnio comum e que esse desígnio, vivido na diferença que a Autonomia permite, se chama Portugal”