Sindicato dos Enfermeiros aponta adesão de 70 por cento no segundo dia de greve na Região

URGENCIAS HOSPITAL NELIO MENDONCA
Bloco Operatório voltou a adiar cirurgias.

O segundo dia da greve dos enfermeiros, na Madeira, apresenta números que rondam uma adesão que se situa entre 68 e 70 por cento, de acordo com estimativas do Sindicato dos Enfermeiros. Uma participação considerada “importante” e “demonstrativa da mobilização dos profissionais à volta da defesa dos seus direitos”. No início da tarde de hoje, a exemplo do que ocorreu noutros pontos do País, registou-se uma concontração no Hospital Dr. Nélio Mendonça.

Juan Carvalho, presidente daquela estrutura sindical, revela ao Funchal Notícias que os números da paralização correspondem ao Serviço Regional de Saúde, realçando “o Bloco Operatório, onde pelo segundo dia foram adiadas várias cirurgias que estavam programadas, também ao nível do ambulatório, nos internamentos, quer no Hospital Dr. Nélio Mendonça, quer nos Marmeleiros, com adesão perto dos cem por cento, além dos centros de saúde”.

O dirigente sindical não tem dúvidas que “esta mobilização expressa, também, a revolta dos enfermeiros, sobretudo num momento em que ocorre, amanhã, sexta-feira, nova reunião com o Governo da República, onde esperamos que seja apresentada, na mesa das negociações, uma proposta que vá ao encontro das reivindicações dos enfermeiros e dos compromissos assumidos em outubro do ano passado”.

Relativamente à Madeira, parece haver como que uma zona de maior “conforto negocial”, a avaliar por declarações partidárias que vão no sentido de haver um clima mais favorável do que no resto do País. Juan Carvalho admite que existem “algumas matérias que podem serr feitas por via de acordo coletivo de trabalho e dependem diretamente da secretaria regional da Saúde, designadamente o acordo de harmonização salarial, as 35 horas que conseguimos desde janeiro de 2015 e o sistema de avaliação de desempenho, com os pontos para efeitos de descongelamento”.

Mas convém lembrar, por outro lado, como refere Juan Carvalho, que “por exemplo, em matéria de descongelamento, que já deveriam estar a ser aplicados desde janeiro de 2018 e estamos em outubro sem que haja qualquer notificação dos enfermeiros sobre as pontuações decorrentes da avaliação de desempenho. Não há qualquer desenvolvimento por parte do SESARA. Além disso, o pagamento dos 150 euros aos enfermeiros especialistas, já aprovado a nível nacional, onde algumas instituições até já estão a pagar, mas a Região ainda não fez, embora a informação seja que esse pagamento será feito em outubro”.