Brasil vai a votos com (principais) candidatos polémicos

Bolsonaro
Bolsonaro à frente nas intenções de voto.
Haddad
Fernando Haddad representa o Partido de Lula da Silva.

O Brasil vive hoje um dia eleitoral. São 147,3 milhões de brasileiros que estão em condições de exercerem o direito a voto, numa conjuntura em que as constantes manifestações internas e a conjuntura de grande instabilidade vivida no País, apontam para um final não tão feliz como seria desejável, parecendo tratar-se de uma escolha entre o mal menor e não pelo candidato melhor para o futuro do Brasil.

Em causa está o cargo de presidente, mas também os representantes da Câmara dos Deputados e do Senado, além dos governos regionaais.

A abertura da urnas está marcara para as 12 horas, hora portuguesa, 8 horas locais. E no painel de escolhas estão Jair Bolsonaro, um candidato polémico, que sofreu um ataque durante uma ação de campanha, mas que está à frente nas intenções de voto, seguindo de Fernando Haddad, líder do Partido dos Trabalhadores de Lula da Silva.

Se houver uma falha na urna eletrónica e na impossibilidade de substituição por outra do mesmo tipo, será utilizado o sistema tradicional de voto de boletim em urna.

Se não houver um candidato  atingir os 50 por cento, haverá uma segunda volta, já marcada para 28 de outubro.

Jair Messias Bolsonaro é um militar da reserva, filiado ao Partido Social Liberal. É deputado federal desde 1991.  É nele que se concentram todas as atenções, polémico por declarações que fazem recair, sobre o candidato, as acusações de machista, xenófobo, entre outras,

Vejamos algumas das suas afirmações, que têm sido recordadas por várias publicações:

“Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu” (À Preta Gil, quando questionado sobre o que faria se seu filho se apaixonasse por uma negra. Março de 2011).

Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater” (Em entrevista sobre uma foto do ex-presidente FHC ter posado em foto com a bandeira gay e defendido a união civil, em maio de 2002).

Eu fui num quilombola em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles” (Em palestra).

Fernando Haddad, 55 anos de idade, professor do Ensino Superior, advogado e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores. Foi ministro da Educação de 2005 a 2012, nos governos Lula e Dilma Rousseff.

Recorde-se que o Brasil é um país de forte emigração portuguesa, uma parte oriunda da Madeira, existindo já uma grande faixa de lusodescendentes, havendo uma relação histórica entre os dois países.