“Encontros com a Voz” a 6 e 7 de Outubro no Teatro Municipal Baltazar Dias

Com produção executiva de Mariana Camacho, realizam-se a 6 e 7 de Outubro no Teatro Municipal Baltazar Dias os “Encontros com a Voz”, definidos como “um fim-de-semana de oficinas de exploração da voz, corpo, movimento e improvisação, aberto a todos os interessados no canto, com ou sem experiência, que tenham vontade de descobrir novas potencialidades vocais, num clima de partilha colectiva e expressão individual sem espartilho”.

Esta é uma co-produção do Teatro Municipal Baltazar Dias e da Associação Xarabanda, com o apoio da Câmara Municipal do Funchal.

No sábado, dia 6, entre as 9h30 e as 13 horas, realiza-se o seminário “Quem tem corpo canta”, orientado por Edgar Valente, que “traz o convite para todas as idades e habilidades que queiram integrar um espaço de treino, pesquisa e partilha da descoberta interior, onde a voz surge como um espelho máximo da nossa liberdade, identidade, da nossa expressão e comunicação (…)”. Edgar Valente
estudou música clássica e passou pela licenciatura em Ciências da Comunicação da UBI, e outra no estudo alternativo do Curso de Artes Performativas do SOU – Movimento e Arte. Participa em diversos projectos musicais, dos quais se salientam Os Compotas e Criatura, de que foi fundador e principal compositor do primeiro disco “Aurora”, trabalhando e co-criando com outros 10 músicos mais o Cante Alentejano do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa. Realça as participações com Kalimotxo Orkestar (música balcânica), They Must be Crazy (Afrobeat), Sickonce & Ed Hoster (eletrónica), TRIBUTO (hiphop), Luiz Gabriel Lopes, Gil Dionísio e Mariana Root. Dá aulas de canto no SOU – Movimento e Arte, desde 2015 e realiza workshops com Tiago Grade aka Rizumik desde 2018.

Já entre as 15 e as 17 horas de sábado dia 6, e para adultos com vontade de explorar a voz, realiza-se o seminário “Desperta a tua voz”, com Anna Grabner. A instrutora sempre foi fascinada, desde criança, pela expressão corporal e vocal. Depois dos estudos e trabalhos profissionais e pessoais em psicologia e música, na Áustria, descobriu um trabalho profundo com a voz através do corpo: a voice movement therapy (VMT). Fez a formação em VMT na África do Sul em 2012 e voltou para Lisboa, onde continua um caminho
de explorar cada vez mais o poder da voz e o bem-estar que resulta de uma expressão criativa e autêntica. Desde que abraçou a maternidade organiza Círculos de Irmandade Vocal, um espaço seguro que fortalece a conexão entre mulheres através da música e da dança. Apaixonada por desenvolver uma comunidade vocal com intenção de cura criou um grupo vocal ‘The Moving Voices’ que canta em jardins da infância, hospitais e lares de idosos, para encorajar e inspirar pessoas a curarem-se a si próprias através da música.

Finalmente, no domingo, das 10 às 18 horas, e tendo como público alvo todos os interessados no canto, realiza-se a iniciativa “Coro Pop-Up”, orientada por Luís Almeida. O desafio é, durante um dia, com a orientação do maestro Luís Almeida, aprender um pequeno repertório, cantar a vozes, improvisar um pouco, mexer o corpo e apresentar o resultado do trabalho colectivo ao final da tarde, para um público. Luís Almeida é mestre em Direcção Coral pela Escola Superior de Música de Lisboa, sob a orientação de Paulo Lourenço, tendo obtido o grau de licenciatura sob a orientação de Vasco Pearce de Azevedo. Estudou canto com Joana Nascimento e actualmente estuda composição em tempo real com Paulo Proença. Foi fundador do ensemble vocal Capella Mundi, dirigiu o Coro da
Universidade de Lisboa e foi maestro assistente de José Robert. Integra o ensemble de Música Antiga Carmin’Antiqua. Actualmente é director artístico do Coro de Câmara da Universidade de Lisboa, Coro Educantare e Coro Miosótis, com quem desenvolve um trabalho holístico entre o corpo e a voz, a partitura e a improvisação, o ser individual e o colectivo.