Castro nega que pretenda tornar a Câmara do Porto Santo ingovernável e diz que Idalino “está refém de jogadas políticas”

Castro 1º dia de campanha B
José António Castro diz que o seu objetivo é defender os interesses da população do Porto Santo.

José António Castro, líder do movimento “Mais Porto Santo”, esteve em foco, esta semana, por assumir o papel de protagonista ao apresentar, na Câmara Municipal local, um pedido de revogação da delegação de competências no presidente Idalino Vasconcelos, que tinha sido aprovada em dezembro de 2017, precisamente com o voto do vereador único daquele movimento de cidadãos. Aprovou, mas diz, agora, que os pressupostos foram alterados e que o povo quer outra política.

Na prática, esse pedido de revogação será aprovado, garantindo os votos do PS, o que conduzirá a uma situação de possível ingovernabilidade do município e, quem sabe, a eventualidade de recurso s eleições antecipadas.

Hoje, José António Castro emiriu um comunicado onde se diz “cansado e saturado da desprezível tentativa de deturpação política de quem está à frente do PSD Porto Santo, o Mais Porto Santo”. Aponta que “depois de quatro anos em que a vida dos porto-santenses foi seriamente comprometida e infernizada, por causa de uma guerra sem tréguas entre PS e PSD, entendemos que era necessário dar alguma estabilidade a quem ainda governa a Câmara Municipal do Porto Santo, acreditando que os reais interesses dos porto-santenses seriam defendidos intransigentemente. Infelizmente, quase um ano depois, apesar da honesta vontade de quem está à frente do Executivo, ainda que sempre travada por interesses superiores partidários, percebemos que era fundamental e urgente retirar todos os poder de decisão ao ainda presidente do município, para que possamos, em coerência, defender quem nos elegeu e, sobretudo, todos os porto-santenses”, aclara José António, Vereador do movimento de cidadãos independentes, sublinhando que tal decisão não irá emperrar o trabalho da Câmara Municipal da Ilha Dourada”.

A mesma nota refere que “ao contrário do que querem apregoar, usando como arma de arremesso um deputado cada vez mais inóspito e ridículo, o Mais Porto Santo não tomará nunca decisões que visem tornar o município ingovernável e vai continuar a apoiar e a defender todas as propostas que sirvam os interesses dos porto-santenses, sejam elas apresentadas pelo partido A ou B, na esperança de que esses mesmos partidos também tenham em consideração propostas que sejam apresentadas por nós. A nossa batalha não é contra os partidos que formam o bloco central, nem contra o deputado do PSD natural do Porto Santo, que já nem enxerga o umbigo, porque anda obcecado com o próprio ego. O que nos preocupa e importa verdadeiramente são os porto-santenses, e tudo aquilo que podemos fazer por eles”, clarifica o líder do Mais Porto Santo, vincando que o PSD-Madeira é o principal obstáculo à melhoria das condições de vida da população local”.

Castro aponta o dedo ao deputado do PSD: “O sr. deputado Bernardo Caldeira que explique aos porto-santenses o porquê do Executivo camarário ter apresentado uma proposta no sentido de reforçar de verbas para a Comissão Executiva dos 600 anos do descobrimento do arquipélago da Madeira, que já recebe 1,5 milhões de euros de todos os contribuintes madeirenses, quando os alunos do Porto Santo continuam a ser os únicos em toda a Região Autónoma da Madeira sem direito a manuais e material escolar. Aliás, perguntem ao presidente da Câmara Municipal do Porto Santo se partiu dele ou da atual vereação a vergonhosa proposta de dar mais 25 mil euros para brindes a essa Comissão Executiva, que não passa de um lamentável e condenável ataque à dignidade dos porto-santenses”.

Deixando no ar a ideia que Idalino ficaria de fora desta proposta, José António Castro lança dúvidas neste enquadramento da discussão: “Estamos seguros que o sr. Idalino Vasconcelos nunca concordou com essa proposta, que repudiou tal atentando, porém, e infelizmente, continua refém de jogadas políticas, de um circo montando por um partido e por uma marioneta que os porto-santenses continuam a ver apenas de noite e que utiliza argumentos indignos para mostrar serviço. Felizmente, o povo do Porto Santo tem os olhos bem abertos e já não deixa levar por paródias noctívagas”, vinca José António Castro, ao mesmo tempo que aplaude a decisão do presidente da Câmara Municipal de não baixar os braços, só porque a oposição vai retirar as competências ao presidente”.

Agora, aponta ao presidente da Câmara: “O nosso sincero desejo é que o sr. Idalino Vasconcelos tenha a coragem e a força de não se deixar manietar por pessoas que apenas defendem o próprio umbigo e os lobbies, e que tenha a competência de governar, recusando ordens superiores, através de e-mails. Caso contrário, à boca pequena, vai continuar a dizer que está arrependido. Se assim for, o melhor será mesmo desistir e partirmos para eleições antecipadas”.