Protesto pelo abate de árvores no Bom Jesus aprovado na Assembleia Municipal, CDS absteve-se e coligação vota contra

Assembleia Municipal setembro
A Assembleia Municipal votou favoravelmente um voto de protesto contra o abate de árvores no Bom Jesus. O CDS absteve-se e a Coligação votou contra.

A Assembleia Municipal do Funchal aprovou, esta sexta-feira, um voto de protesto contra o abate das 18 árvores-do-fogo na Rua do Bom Jesus, em consequência das obras levadas a efeito naquela rua. A iniciativa, do PSD, foi aprovada com os votos favoráveis do partido proponente, do PTP, PCP e MPT. O CDS absteve-se e os deputados da coligação Confiança votaram contra.

A dado momento, o deputado municipal social democrata dirige-se mesmo a Cafôfo: “A responsabilidade da mão de comando que empunhou o machado, que pulverizou aquela rua, qual Bomba de Hiroshima, é de V. Exa. sr. Presidente… e de mais ninguém”.

Foi este deputado municipal que deu voz ao protesto da bancada do PSD, que se estendeu à maioria das bancadas. “Antes da mesma ser uma manifestação política, antes da mesma ser uma manifestação cívica, a mesma é, sobretudo… uma manifestação de consciência”, começou por dizer Alexandre Silva, pedindo a Assembleia o “mais veemente protesto”, pela forma como o atual executivo camarário levou a cabo o “maior atentado ambiental” de que o Município tem memória.

Considerando “irresponsável e incompetente” a forma como o executivo municipal lida com o “património arbóreo” da Cidade, Alexandre da Silva lembrou o presidente da Câmara que as árvores que estão a ser cortadas não são pertença de ninguém em particular, mas de todos.

Alexandre Silva acusou a Câmara de ter demonstrado incapacidade de realizar uma obra de substituição de saneamento e de rede de esgoto, “semelhante a milhares já realizadas na história do Funchal, sem destruir a totalidade das árvores de uma artéria…Um atentado ambiental que ainda não terminou. Pois, observou o deputado do PSD, apesar da Autarquia dizer que o projeto de requalificação prevê a plantação de 18 novas árvores, a obra não salvaguardou espaço para a reposição das árvores destruídas”.