Cafôfo defende apoios às competições desportivas nacionais com regras e retorno e diz que o desporto escolar “estagnou”, precisa de “outra visão”

PS- Debate Desporto
O candidato do PS à Quinta Vigia diz que o desporto escolar precisa de “uma outra visão, tem estagnado”.

Paulo Cafôfo deixou, hoje, uma posição pública sobre os apoios ao desporto, em geral, e disse, particularizando, que o atual modelo do desporto escolar está gasto. O candidato do PS à presidência do Governo Regional, nas eleições legislativas regionais de 2019, foi claro ao considerar que os apoios às competições nacionais constituem «uma questão da própria afirmação do atleta madeirense, dos clubes e do associativismo madeirense e, portanto, essa é uma matéria que tem de ser apoiada”, sublinhando, no entanto, que «aqui a questão é que regras estabelecer do ponto de vista da justiça, da equidade e do ponto de vista do retorno que isso deve trazer para a própria Região».

Cafôfo também abordou a questão do desporto escolar na mesa debate sobre Políticas Públicas Desportivas, iniciativa, que decorreu hoje no Colégio dos Jesuítas, inserindo-se no âmbito dos Estados Gerais do PS-M e que teve como preletor convidado o professor doutor Jorge Soares, docente e investigador da Universidade da Madeira. O candidato socialista à Quinta Vigia disse que o desporto escolar teve uma componente positiva na qual a Região foi inovadora, até a nível nacional, mas que, na sua ótica, «precisa neste momento de outro incremento, de outra dinâmica e de outra visão no que diz respeito a uma estagnação que tem acontecido».

Rui Caetano, coordenador do Programa do PS para as áreas da Educação, Juventude e Desporto, considerou que esta iniciativa teve o objetivo de conhecer o pensamento e a experiência deste investigador na área do desporto, mas também de representantes de associações e clubes desportivos, de modo a colher contributos para a posterior elaboração do programa do partido nesta área. «Nós queremos ouvir as suas preocupações, os seus anseios, mas também o seu pensamento, porque também têm ideias, têm propostas, de forma a que consigamos construir um programa que vá ao encontro desses anseios e necessidades que eles têm, de modo a que consigamos ter um desporto e uma atividade física de qualidade na Região Autónoma da Madeira (RAM)», afirmou.

«Temos um objetivo central, que tem a ver com o facto de nós construirmos um programa que, além de ir ao encontro das necessidades destas coletividades e destes clubes, vá ao encontro do tipo de desenvolvimento que nós queremos para a RAM. Esse tipo de desenvolvimento que nós queremos é um desenvolvimento que aposte essencialmente na qualidade de vida dos cidadãos, e não se pode falar de qualidade de vida dos cidadãos sem falar no desporto e na atividade física, porque nós acreditamos que é estruturante não só do ponto de vista do lazer, mas também da saúde», sustentou.

Do ponto de vista do papel das políticas públicas, o preletor convidado deixou algumas reflexões que podem ser aproveitadas e trabalhadas em programas de intervenção concretos. Uma delas é a promoção do exercício físico regular. «A grande percentagem das pessoas que fazem atividade física regular não estão diretamente relacionadas com a prática do desporto federado. E a questão que se coloca é qual é a intervenção do poder político no sentido de promover e apoiar as pessoas que fazem exercício físico regular», referiu.