MPT assaca culpas ao Governo central, que acusa de “sufocar” os cidadãos da RAM

O MPT-Madeira emitiu um comunicado no qual afirma não ter dúvidas que “o PS de Costa, o PCP de Jerónimo, o PEV de Apolónia e BE de Catarina uniram forças para infernizar a vida dos Madeirenses e Portosantenses, fazendo destes reféns das políticas não cumpridas pela República para que possa existir a continuidade territorial”. O que se veio, na perspectiva do partido, foi a descontinuidade territorial, “com um fosso nunca antes visto”.

“Não podemos esquecer que são estes mesmos elementos que apoiam Paulo Cafôfo que se mantém calado que nem um “rato” nestas questões de grande interesse para a Madeira para não se comprometer com nada e também para não criar dissabores com o seu apoiante António Costa, aquele que mente todos os dias aos Portugueses sem qualquer relutância ou vergonha”, acusa o MPT.

O MPT acusa a “geringonça” de “escravizar e torturar” os cidadãos da RAM, não cumprindo com os compromissos assumidos, arranjando “desculpas esfarrapadas para não enviar as verbas que já deviam cá estar e que são na ordem das dezenas de milhões de euros”.

“Na altura dos fortes incêndios de 2016, onde morreram pessoas e mais de 350 casas foram destruídas pelos fogos, António Costa veio à Madeira e prometeu nos órgãos de comunicação que a República iria ajudar a Madeira. Passaram-se dois anos e o que podemos constatar é que António Costa mentiu, como é seu apanágio e não cumpriu com a solidariedade que lhe era devida e obrigatória”, acusa o MPT.

Para o partido, na saúde “tentam por tudo atrasar o envio das verbas”.

Já quanto ao helicóptero de combate a incêndios, o partido diz não perceber como é que o ministro da tutela descarta o apoio no
pagamento do aluguer deste meio. Relativamente à política de mobilidade, o MPT entende que a mesma “deveria ser extensiva a todo o País promovendo e facilitando o turismo interno para todos os cidadãos portugueses. “Mais uma vez o Governo Central procura não resolver esta questão”, acusa.

O MPT-Madeira sabe que o transporte marítimo de passageiros e carga é fundamental, mas não nos moldes actuais e aí o Governo Regional meteu o pé na poça e ajudou a afundar este projecto, declara-se ainda. Por sua vez António Costa “também teve mão pesada neste projecto em vigor, porque, diz o partido, quer que os cidadãos da RAM “se sintam prisioneiros e se revoltem
localmente”.

O partido entende que o Governo da República e o Governo Regional deveriam seguir o exemplo da vizinha Espanha em matéria de
transportes, saúde, e apoios vários, incluindo os financeiros.


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