
O Secretário-Geral do PSD/Madeira, Rui Abreu assina hoje um comunicado em que acusa o presidente da TAP, Antonoaldo Neves de viver num mundo de fantasia.
Eis o teor o comunicado:
”
- O presidente da TAP veio, numa entrevista ao Expresso, rejeitar alterações às regras impostas ao Aeroporto da Madeira e afirmar que a quantia paga pelos madeirenses nas viagens operadas pela Transportadora nacional é “módica”.
- Das duas uma, ou o presidente da TAP já se julga dono da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) e do país ou vive numa realidade abstracta e num mundo de fantasia onde tudo lhe é permitido, até brincar com a mobilidade de que quem está condicionado a uma ilha.
- Não cabe ao presidente da TAP tomar a decisão sobre os limites de vento nem colocar em questão a preocupação dos madeirenses com a sua segurança, pois o que está em causa é uma decisão baseada em estudos técnicos e adaptada às condições atuais do aeroporto da Madeira, que são muito distintas daquelas que originaram essas restrições.
- Ninguém mais do que os madeirenses está preocupado com a sua segurança do que eles próprios.
- Mas o mundo de fantasia em que vive o presidente da TAP não se limita à operacionalidade do aeroporto da Madeira. Dizer que as tarifas praticadas são módicas é gozar com os madeirenses e não ter a noção da realidade financeira da maioria dos portugueses.
- O “módico” de Antonoaldo Neves corresponde a valores superiores, em grande parte do ano, ao salário mínimo nacional, do qual dependem milhares de famílias.
- Será certamente um valor “módico” para o presidente da TAP, com uma salário muito superior à média dos portugueses, mas para a maioria dos madeirenses os valores praticados são incomportáveis e vergonhosos.
- Contudo, mais grave do que estas declarações de Antonoaldo Neves é a postura do Governo da República que tudo permite e nada faz para salvaguardar o direito dos madeirenses à mobilidade dentro do seu próprio país.
- Nesta, como noutras matérias, o que se assiste é um lavar de mãos e um deixa andar. Enquanto isso, os madeirenses ficam limitados, prejudicados e em situação de inferioridade relativamente aos demais portugueses.”
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