Aluno colocado na Universidade da Madeira teve a média (18,5) mais alta de entrada no Ensino Superior (1ª fase), Lisboa e Porto ficam a perder

universidade UMa 1
Um aluno colocado na UMa teve a média mais alta de acesso, 18,5. Em valores absolutos, a UMa está entre as universidades que aumentaram colocações.

De acordo com a lista de colocações, conhecida há pouco, é de referir a curiosidade de um aluno, o único colocado no curso de Engenharia Civil (ensino em inglês) da Universidade da Madeira, ter sido o responsável pela média mais alta de entrada no ensino superior, nesta primeira fase do concurso nacional de acesso. Teve 18,5 valores. O curso tinha 20 vagas, mas só houve um candidato.

O número de colocações, nesta 1ª fase do CNA “aumentou em valores absolutos sobretudo em Vila Real, Bragança, Minho, Algarve, Madeira, Évora, Barcelos e Tomar”.

De resto, apresentaram-se a concurso 49 362 candidatos, tendo sido admitidos 43 992 novos estudantes no ensino superior público. Números divulgados pelo Correio da Manhã, revelam que “89,1% foram já colocados, sendo que 88,2% dos estudantes agora admitidos foram colocados numa das suas três primeiras opções , o que representa um aumento de 4,8% relativamente ao ano anterior (83,4% em 2017). 54,7% dos estudantes colocados foram admitidos na 1.ª opção, representando um aumento de 5,7%, em relação ao ano de 2017”.

Segundo informações divulgadas pela SIC, “a média de entrada mais alta ficou ligeiramente acima do segundo melhor registo, que este ano pertence ao curso de Engenharia Física Tecnológica (18,9 valores), do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa, que por sua vez superou Engenharia Aeroespacial, também do IST, detentora da média mais alta em 2017 (18,8 valores), e que este ano, com um registo de 18,5 valores, ficou em terceiro lugar entre os cursos com médias de entrada mais elevadas.
Quanto à Medicina, que no passado tinha as médias mais altas “é este ano apenas o sétimo registo médio mais alto, de 18,22 valores e pertence ao curso do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, que pela primeira vez superou o curso da Faculdade de Medicina da mesma universidade, cuja média de entrada foi de 18,1 valores”, revela aquela estação televisiva.

Um dos dados curiosos foi o facto de terem aumentado as colocações, em primeira opção, nas universidades do Interior, registando-se uma descida em Lisboa e Porto. Numa consulta ao site da Direção Geral do Ensino Superior, verificam-se alguns dados relevantes a essa redução em Lisboa e Porto, sublinhando-se que o número de estudantes colocados nesta 1ª fase em instituições das principais capitais, reduz-se 1.3 % face ao ano anterior”

“Os dados correspondem a uma taxa de sucesso de candidaturas de 89% (maior taxa de sucesso desde 2013-2014). Quando consideradas todas as vias de ingresso em licenciaturas e mestrados integrados1, o número de novos estudantes no ensino superior público no ano letivo de 2018-2019 atingirá cerca de 73 mil, incluindo cerca de 65,5 mil estudantes nos cursos de licenciatura e mestrados integrados e cerca de 7,5 mil estudantes nos cursos técnicos superiores profissionais (i.e., TESP’s)”.

Segundo a informação visível no site, “estes valores são estimados pela DGES com base nos resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) e nas estimativas das instituições de ensino superior para as demais vias de ingresso, hoje divulgados. Os resultados da 1.ª fase do CNA ao ensino superior público revelam que: 1. 43992 novos estudantes foram já colocados na 1.ª fase do CNA, representando o segundo ano com maior número de colocados desde 2010, apesar da ligeira redução de 2% no numero total de estudantes colocados face ao ano anterior (2017)”.

Para as próximas fases de acesso ao ensino superior sobraram este ano 7.290 vagas, mais do que os 6.225 lugares que restaram em 2017. A segunda fase de candidaturas decorre de 10 a 21 de setembro. Os resultados da segunda fase do concurso serão divulgados a 27 de setembro.

Os dados da 1ª fase poderão ser consultados em http://www.dges.gov.pt