Danças históricas emprestam singular colorido a monumentos da Região

Fotos: Rui Marote
Vários monumentos funchalenses, como o Palácio de São Lourenço ou a Fortaleza do Pico, estão a encher-se de uma considerável animação e colorido, graças às iniciativas de recriação histórica que estão a decorrer.

Enquadradas nas festividades do Vinho que actualmente decorrem em vários pontos da ilha, e simultaneamente nas Comemorações dos 600 anos do Descobrimento das Ilhas, trata-se de acções de animação que pretendem reconstituir, para o público e com trajes de época, as danças dos séculos passados, nomeadamente do século XV e do século XVII.

Este é o projecto “Danças com História”, que principiou a 31 de Outubro no Palácio de São Lourenço, e que ontem se realizou na Fortaleza do Pico.

Hoje foi o dia da Fortaleza de São Tiago reunir um público bem composto para ver a interpretação dos antigos convívios com lugar a um pézinho de dança.
A Praça do Barqueiro, no Porto Santo, receberá amanhã, dia 3, esta mesma animação histórica.

Estas danças proporcionam um espectáculo assinalável, como o leitor poderá verificar das imagens colhidas hoje pelo Funchal Notícias no Forte de São Tiago, graças ao espectáculo de cores e de passos surpreendentes, uns mais simples, outros mais complexos, e tudo complementado pelos trajes.

Foi no século XV que o mundo chegou finalmente à Madeira, ilha que, supostamente, já era conhecida de diversos navegadores desde tempos antigos. Camões chamou-lhe “a grande ilha da Madeira, que do muito arvoredo assim se chama”, no canto V de “Os Lusíadas”. O arquipélago tornar-se-ia, como enfatizaram mais tarde os historiadores, a primeira experiência da expansão portuguesa, uma cidade que se soube assumir como um autêntico entreposto comercial no Atlântico e ponto obrigatório de passagem.