“Vice presidente disse que o ferry era um teste. Teste de quê? Quer testar a paciência dos madeirenses?”, questiona o BE

Bloco de Esquerda
Paulino Ascenção questiona sobre declarações de Pedro Calado.

O líder do Bloco de Esquerda na Madeira lembrou hoje, numa ação política junto ao Cais da Cidade, que “o Vice-Presidente do Governo Regional considerou que a operação do ferry entre o Funchal e Portimão seria um teste, mas um teste a quê?”. Paulino Ascensão lençou mais questões: “Que quer testar o Governo Regional? Quer testar qual a mentira que melhor cola, quer testar a credulidade ou a paciência dos madeirenses?”.

E foi para o Porto do Funchal que o líder bloquista lançou mais críticas ao Executivo Regional: “Esta zona do Porto está repleta de testes de experimentalismo do PSD: o cais 8 foi um teste, correu mal, prejudica a operacionalidade do porto com impacto negativo no transito de navios cruzeiro; a betonização das muralhas das ribeiras foi outro teste, prejudica a paisagem, o património arquitetónico e o turismo; a anunciada reconstrução na lota é outro experimentalismo que vai correr mal, se a vocação do porto é para turismo e há outro porto de mercadorias no Caniçal, a lota é para descarga do pescado que é mercadoria não deve acontecer no porto turístico”.

Por isso, o BE diz diretamente: “Basta de testes do PSD, basta de “brincadeiras” com o dinheiro dos contribuintes, de iniciativas que servem só para alimentar os interesses dos lobis e que prejudicam o povo. A Madeira precisa de um governo que governe para o povo e não para os lobis e esse é o compromisso do Bloco de Esquerda”.

Ainda relativamente à operação “ferry”, Paulino Ascenção sublinha que “já tivemos esta operação no passado, durante quatro anos com assinalável sucesso, tanto que o operador então requereu uma segunda ligação semanal, investiu num novo navio maior e mais rápido especificamente para esta rota e a operação só cessou porque o governo regional criou vários obstáculos, como o aumento das taxas portuárias e limitações ao transporte de carga”.