Calado critica companhias aéreas pela falta de sensibilidade social nos pretendidos voos para estudantes

Foto: Rui Marote

Pedro Calado escusou-se hoje a revelar qual o “plano B” que diz estar a considerar para facilitar as viagens de estudantes para a Madeira em voos especiais. O vice-presidente do GR falava logo após a leitura das conclusões do Conselho de Governo de hoje, respondendo a questões dos jornalistas sobre os contactos feitos com as companhias aéreas para facilitarem a realização de voos a preços mais convidativos. Três companhias aéreas que voam para a Região, a TAP, a Transavia e a Easyjet foram contactadas, mas apenas a TAP respondeu e para recusar. As outras nem se dignaram responder.

Razão para Calado constatar que “as companhias não estão preocupadas com a questão social” mas apenas com o lucro, e para lamentar que a nossa companhia aérea de bandeira, da qual o Estado português possui metade, entenda que os actuais preços se justificam. O subsídio de mobilidade, acusa, tal como está feito e como o Governo da República o mantém, sem uma necessária revisão, interessa apenas às companhias aéreas, concluiu.

O vice-presidente do Governo disse que o fretamento de aviões não está a ser considerado, pois para tal seria preciso abrir um concurso público internacional, e o que o Governo Regional pretendia era negociar de forma “rápida e eficaz”, mil e tal lugares a preços mais em conta. Vai ainda tentar negociar para o Natal e o fim-de-ano, disse. Ou então, para a Páscoa do próximo ano.