Coligação Confiança sublinhou que o Funchal tem hoje “o passivo mais baixo dos últimos 17 anos”

Fotos: Rui Marote

A Coligação Confiança respondeu hoje às críticas da oposição camarária nos discursos da praxe, enaltecendo que a CMF tem hoje “o passivo mais baixo dos últimos 17 anos”.

“Através da livre vontade popular, em 2013 iniciou-se um novo rumo para o Funchal, reconfirmada em 2017 a orientação, escolhida de forma clara e explícita, de uma nova forma de estar na política, positiva, de mais proximidade, de rigor, pensando sempre, em primeiro lugar, nas pessoas”, sublinhou a deputada municipal Vanessa Rebelo.

“A Assembleia Municipal do Funchal aprovou, no final do mês de Junho, as contas consolidadas do Município para o ano de 2017. As contas foram aprovadas com resultados positivos de 2,6 milhões de euros, a quarta consecutiva diminuição da divida, desde que o actual Executivo se encontra em funções (…) A real redução da dívida é, pois, um ponto fundamental, sem nunca abdicar de um investimento certo e coerente a nível de infraestruturas e equipamentos essenciais para a cidade, e de um investimento social que faça a diferença”, disse.

A deputada sublinhou que os primeiros apartamentos do programa Amianto Zero já foram entregues, no passado mês de Julho, na Quinta Falcão, em Santo António, “e teremos mais 26 fogos prontos no próximo mês de Dezembro nos Viveiros, em São Pedro, num investimento global de 5 milhões de euros, que vai melhorar a qualidade de vida de cerca de 300 pessoas”.

Por outro lado, “a requalificação da histórica infraestrutura do Cais do Carvão para fins culturais, na zona do Lido, também decorre a bom ritmo”.

Citou ainda a remodelação da antiga Escola de 1º Ciclo do Poço da Câmara, que dará lugar, em breve, ao novo Centro Cívico do Imaculado Coração de Maria. A nova infraestrutura comportará, além da sede da Junta de Freguesia, um novo espaço sócio-cultural.

Salientou, por outro lado, que prosseguem também este ano, dois grandes investimentos para o concelho do Funchal no que respeita ao ciclo urbano da água, no valor total de 5,5 milhões de euros. As intervenções em causa vão abranger 22km de redes de água do Funchal, actuando directamente sobre a redução estrutural das perdas de água na cidade.

Referiu-se ainda à remodelação do Museu de História Natural do Funchal, com um investimento global previsto de 1 milhão de euros. A primeira fase da requalificação do museu vai incidir no património edificado do emblemático Palácio de São Pedro, e também vai potenciar uma reorganização museológica, prometeu. Uma promessa, recorde-se, que já vem do tempo de Miguel Albuquerque à frente da autarquia funchalense e que foi sendo insistentemente repetida ao longo dos anos.

“Um dos objectivos do executivo da Câmara Municipal do Funchal é a construção de uma cidade cada vez mais coesa, desde o centro histórico até às zonas altas”, assegura Vanessa Rebelo. “Importa recuperar o tempo perdido e recusar a construção de uma cidade a duas velocidades, com zonas desenvolvidas e outras esquecidas. O Funchal é uma cidade que se distingue cada vez mais pelo desenvolvimento integrado e pela sua crescente coesão territorial”, afirmou.

“Neste momento, são muitas as intervenções em curso do actual Executivo nas Zonas Altas, com realce para as seguintes intervenções:

A Câmara Municipal do Funchal já deu seguimento ao pedido de expropriação por utilidade pública das parcelas de terrenas necessárias à execução de duas obras fundamentais para as zonas altas da freguesia de São Roque, adiadas há décadas. É o caso do alargamento da Vereda do Calhau e da nova acessibilidade à Vereda da Cova. As expropriações e as obras nas veredas representarão um investimento de 734 mil euros. Os pedidos de expropriação foram submetidos ao Governo Regional, estando a autarquia a aguardar resposta. Muito critica o Governo Regional todas as instituições que não são da sua cor política, mas este é daqueles exemplos onde não dúvidas de que “em casa de ferreiro espeto de pau”. Aguardamos que o Governo despache estas questões para finalmente avançarmos com as obras pedidas pela população, declarou a oradora.

Em acabamentos finais está também a intervenção com vista à canalização do Ribeiro Choco, e das respectivas águas pluviais, na zona da Quinta do Leme, em Santo António, que representou um investimento de 208 mil euros da Câmara Municipal do Funchal, resolvendo um problema muito antigo para aquela comunidade da nossa cidade.

A população do Curral dos Romeiros, nas zonas altas do Monte, terá, pela primeira vez, uma ligação à rede pública de esgotos, viabilizada pela criação de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais compacta, prometeu.

Por outro lado, asseverou, continua a decorrer a reabilitação do Caminho Reverendo Padre Eugénio Borgonovo, na freguesia de Monte, o percurso pedonal que estabelece a ligação entre o sítio do Curral dos Romeiros e o Largo das Babosas. A intervenção, no valor de 403 mil euros, visa recuperar este percurso historicamente usado pela população local, mas também por turistas, para se dirigir ao centro da freguesia. O caminho foi severamente afectado no decurso dos incêndios de 2016.

Uma intervenção de fundo recém-acabada na freguesia do Monte, também relativa a uma via bastante afectada pelos incêndios de 2016, é a do Caminho do Lombo, garantiu. O investimento de 345 mil euros permitiu substituir toda a rede de águas do arruamento, bem como garantir uma repavimentação do mesmo.

A Câmara Municipal do Funchal já aprovou os procedimentos para a realização de todos os seis concursos públicos internacionais, que vão permitir avançar para a consolidação definitiva das escarpas do concelho, afectadas nos incêndios de 2016. O valor global do investimento é de 8,7 milhões de euros.

A obra de alargamento da Vereda da Freirinha, em Santo António, já está no terreno, após o acto de posse administrativa das parcelas de terreno que estavam em falta. A abertura deste novo arruamento no sítio do Lombo dos Aguiares representa um investimento municipal de 380 mil euros.

Concluiu-se recentemente a execução de uma nova rede de saneamento e águas residuais nas zonas altas de Santo António. Com uma extensão de cerca de um quilómetro e meio, a nova ligação abrange a Vereda do Garnel, o Beco do Cafana e as entradas 180 e 192 do Caminho da Barreira, num investimento da Autarquia que ascendeu a 175 mil euros, continuou a enumerar a deputada municipal.

A obra de prolongamento da Vereda do Boliqueime, em Santo António, representa um novo arruamento de 330 metros entre a rotunda do Vasco Gil, na Cota 500, e o Caminho do Trapiche, tendo conclusão prevista para o próximo mês. A obra tem o valor de 450 mil euros e materializa uma reivindicação antiga da população da Freguesia de Santo António.

“A Câmara Municipal do Funchal bateu, este ano, um recorde em termos de Apoios Financeiros ao Associativismo, ultrapassando o milhão de euros de apoios a mais de 150 entidades em todas as áreas: Social, Cultural, Desportiva, Educativa, Ambiental, Causa Animal e Protecção Civil. Em quatro anos, a Câmara Municipal do Funchal mais do que triplicou os apoios às associações do concelho.

Uma destas áreas precisamente, a causa animal, constitui de forma muito natural e genuína, uma das muitas prioridades de este executivo municipal, que investiu até a data mais de um milhão de euros no seu apoio e desenvolvimento. A Câmara Municipal do Funchal inaugurou o novo Centro de Esterilizações do Município, que funcionará sob a gestão clínica da associação Madeira Animal Welfare (AMAW). O novo centro funciona na antiga Escola Primária do Faial, recuperada pela Autarquia para o efeito, na freguesia de Santa Maria Maior, e destina-se, exclusivamente, à esterilização de animais errantes e de animais domésticos pertencentes a famílias carenciadas do concelho”, sublinhou.

A Câmara Municipal do Funchal também concluiu, este ano, a sua segunda campanha municipal gratuita de vacinação antirrábica e de identificação electrónica para cães com mais de três meses de idade, na sequência do sucesso da campanha inaugural, que teve lugar no Verão passado. Ambas as campanhas percorreram todas as freguesias do concelho e permitiram vacinar 1168 animais domésticos, sendo que cerca de 80% destes, em todos os casos em que isso ainda não se verificava, foram igualmente identificados com o chip e registados na respectiva junta de freguesia.

 


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