PSD critica acusações do PS sobre Saúde atribuindo-as à “silly season”

O PSD-Madeira disparou hoje, num comunicado, sobre a ‘silly season’ do PS local, considerando que, aproveitando o habitual vazio noticioso do Verão, os socialistas “chamaram hoje a comunicação social para voltar a debitar considerações sobre o Sistema Regional de Saúde, apresentando números avulsos, estatística enviesadas e mentiras rasteiras, com o objectivo de fazer política com a saúde dos madeirenses”.

Para os social-democratas, trata-se apenas de tentativas de “lançar o alarmismo e confundir a opinião pública”, para “mentir aos madeirenses, falando de uma suposta lista de espera para patologias oncológicas que não existe, e ocultando que a Madeira é a região do País que mais investe na Saúde dos seus cidadãos”.

Diz o PSD que o Governo Regional investe em Saúde, por habitante, 1.189 euros por ano, enquanto no continente esse valor fica nos 852 euros. Por outro lado, assevera o partido, o Governo Regional reserva 6,9% do PIB para despesas em Saúde, enquanto no continente esse valor não ultrapassa os 4,8% do PIB.

“Tudo isto depois de nos últimos dois anos a Região ter amortizado 600 milhões de euros da divida da Saúde Pública. Tudo isto depois de ter criado um regime de incentivo à fixação de médicos na Região. Tudo isto depois de ter regularizado a situação profissional de 105 de trabalhadores do SESARAM que se encontravam em situação precária. Tudo isto depois do Governo Regional ter alocado 5,8 milhões de euros para a progressão das carreiras no Orçamento Regional Retificativo 2018”, enumera o secretário-geral do PSD-M, Rui Abreu.

O PSD-Madeira queixa-se, por outro lado, dos constrangimentos impostos pela República “que, por razões partidárias, insiste em fazer agiotagem sobre os madeirenses, cobrando juros mais caros aos portugueses da Madeira do que aqueles que cobra aos portugueses do resto do País. Contas feitas, são 12 milhões de euros que os madeirenses pagam a mais por ano. Uma verba que podia ser investida na Saúde Regional”.

Acusa ainda os socialistas de esquecerem que “nos Açores, onde o PS governa, as listas não param de aumentar nos três hospitais (três!) do arquipélago, e assobiam para o lado perante o estado cada vez mais calamitoso da Saúde no Continente”.

“Exemplos e consequências das más políticas da gerigonça não faltam: são as salas de parto encerradas na Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa), por falta de profissionais; são crianças a fazerem quimioterapia nos corredores do Hospital de São João (Porto), onde a ala pediátrica funciona em contentores; são as demissões em bloco dos chefes de equipa de medicina interna e cirurgia geral no Hospital de São José (Lisboa), onde a própria administração hospitalar admite que as queixas dos médicos “são legítimas”; são os sinais de que o INEM está em estado crítico, com mostram as bases degradadas, viaturas sem manutenção, equipamentos desadequados, fármacos em falta ou escassez de profissionais; é a crónica falta de profissionais de saúde, nomeadamente médicos, nos hospitais e centros de saúde do Algarve; é o recurso a médicos internos (em formação) para garantir o funcionamento dos serviços de urgência nos grandes hospitais centrais de Lisboa”, aponta Rui Abreu, que considera que o SESARAM “está em todos os aspectos melhor”.


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