Crónica de Porto Santo: quando se passa a viver na Dourada…

 

Fotos Sandra Azevedo.

Sandra Azevedo remeteu ao FN uma pequena crónica sobre o Porto Santo que ora se publica.

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“O Sol nasce atrás das dunas douradas. O som do mar faz-se ouvir. Pés frescos, cheirinho a verão e a brisa faz-se sentir. Na Dourada, vive-se ao ritmo da serenidade, sem correria.  Faz parte de uma das maravilhas de Portugal. O verão volta com a vida que o inverno escondeu. Dias longos, noites ao luar e vontade de cá ficar. Quando o sol se vai, chove um vazio de pensamentos que vêm quando há tempo para pensar. Belas memórias de alegrias, angústias e novas histórias para contar.

 

A vida dá muitas voltas e a minha última foi ao Porto Santo.  O fim, o aborrecimento e o mundo vai acabar – disse-me logo a minha mente. Não me deixei enganar. Vim sem medos e com vontade de arriscar. Aqui encontrei o que há muito tinha perdido: paz e tempo para pensar. A volta parecia maior do que o que a ilha tinha para dar, mas pelo caminho encontrei os amigos, paisagens indescritíveis e uma vontade de voar. As vezes é no fim que se encontra aquilo que que se perdeu. E, sorte a minha, de viver numa ilha que inspira em cada momento, que há para parar.

Aqui ao lado, a dourada brilha mais do que o sol. É a nossa ilha mais pequena, mas com espaço para a família, amor

e amigos. Os pilares da vida são muitos vezes esquecidos e relembrados em tempos de férias. A dourada faz-me bem, faz-me arriscar, explorar e conhecer. A dourada é um destino a ser visitado por todos os portugueses. Discreta e requintada, mas que embala nas ondas do mar. Um desabafo de quem aqui passou dias, mas que agora passou cá a morar.  São as voltas da vida, onde não há volta a dar. Lições, pessoas e memórias que tornam o Porto Santo um sítio ainda mais especial.”