Rui Paquete, 20 anos de Rali: “Vai hoje para a estrada o maior evento desportivo da Região”

Rui Paquete, quando foi distinguido pela AMAK-Associação Madeirense de Automobilismo e Karting,, pelo hoje vice-presidente, Pedro Calado.

O Rali Vinho Madeira toma conta hoje das estradas madeirenses numa manifestação desportiva que supera o calendário anual do automobilismo, uma vez que a população faz deste evento um ato de cultura e de lazer. Há muitos adeptos desta prova que, ao longo de anos, ajudaram a projetá-la na Ilha e no mundo e que, ainda hoje, apesar de retirados, vibram com as máquinas no asfalto. Rui Paquete é uma dessas figuras. Foi director de prova adjunto do diretor e comissário desportivo nacional e internacional. Na sua opinião, “vai hoje para estrada mais um Rali Vinho Madeira, que é  o MAIOR evento desportivo que se realiza na Região, para além de movimentar milhares de pessoas para as nossas serras, também movimenta e muito a economia local por onde o Rali passa”.

Aliás, explica o diretor executivo desta prova, durante 10 anos, “basta qualquer um de nós passar pelas estradas e locais onde o Rali passa e perguntarem o comerciantes locais. Tive muita honra em participar nesta organização com diversas funções, desde secretário, diretor ajunto e até diretor de prova”.

A distinção ao seu papel e empenho neste evento desportivo foi feita recentemente pelas autoridades competentes, o que lhe mereceu o seu profundo agradecimento. “Quero aproveitar a oportunidade para  agradecer publicamente a Homenagem que me foi feita por parte da AMAK , em 2016. Por muito que custe dizer, foi a única entidade Regional que reconheceu os 20 anos de trabalho que dei em prol  dos  Ralis da Região. Em primeiro lugar, gostaria, como adepto fervoroso da modalidade e antigo dirigente da mesma, agradecer ao Governo Regional, pelo aumento de 15% da sua comparticipação para a nossa prova Rainha, totalizando um valor de 345.000 € . A este valor há que contar com um novo apoio da CMF de 25.000€, o que perfaz um total de dinheiros públicos de 370.000€.  Não vou dizer que é o ideal, mas já é bom, pois temos de compreender que neste momento tão difícil que a nossa Região vive, existem outras necessidades sem ser o desporto”.

À noite era perigoso

As mudanças no calendário da prova também merecem a aprovação de Rui Paquete. “A segunda coisa que muito me congratulo foi com o fim do Rali à noite. Como antigo diretor e colaborador durante mais de 20 anos, e sendo uma das pessoas que mais me debati para que não houvesse Rali a noite , fui eu que consegui que isso acontecesse. Depois da minha saída, voltou mais tarde a realização da prova à noite, mas acabaram por chegar a conclusão de que eu tinha alguma razão. Na verdade, acho extremamente perigoso, e não interessa aos patrocinadores das viaturas, pois só conseguem ver um carro com uma rampa de faróis passar, e por vezes, devido à escuridão, nem conseguem ver o número da viatura que passa. Mas, como sempre, a  parte mais importante num prova destas é a SEGURANÇA, e essa era muito má, pois com a luz do dia, os comissários de estrada conseguem ver algum espetador ou alguma viatura num lugar inadequado; se for à noite não conseguimos ver. Já para não falar no caso de um despiste, a dificuldade em localizar o carro e resgatar os pilotos. Tive muitos problemas quando o Rally se realizava com uma parte noturna, por isso me congratulo muito por terem voltado atrás e terem acabado com a parte noturna. Nada como o tempo para aprender”.