JPP condena fusões de escolas “à pressa” junto a EB123/PE da Fajã da Ovelha

O Juntos pelo Povo (JPP) veio hoje considerar que a Secretaria Regional da Educação (SRE) não procedeu com o devido respeito pela autonomia das escolas, no que se refere aos processos de fusão e encerramento, que se verificarão em vários estabelecimentos de ensino da Região, como a Escola Básica dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos / PE Professor Francisco M. S. Barreto, da  Fajã da Ovelha.

Paulo Alves disse que “a fusão entre a escola da Fajã e a escola Básica e Secundária da Calheta é um processo que foi pouco claro e transparente. A própria portaria emitida pela Secretaria da Educação dá conta de que não houve tempo para audiências, comprovando-se que os maiores interessados neste processo não foram ouvidos, nesta e noutras escolas da Região que estão a passar por este processo”.

Nas declarações, prestadas junto à escola da Fajã da Ovelha, o deputado do JPP salientou que aquele estabelecimento de ensino tem 14 anos.

“No próximo ano teria mais de 300 alunos e tem vários projectos em curso, incluindo EFA’s (Educação e Formação para Adultos)”, referiu. “E agora, o senhor secretário da Educação, de forma unilateral, decidiu-se pela fusão com a escola da Calheta, fazendo com que perca a sua autonomia ao nível da gestão. Todos estes projectos passarão a depender de pareceres e de uma harmonia entre as duas escolas. E neste caso, o argumento habitual da redução do número de alunos, nem se coloca”, criticou.

O Juntos Pelo Povo condena, pois, esta “fusão à pressa”. Paulo Alves veio a público dizer que não emitiu parecer relativamente a esta decisão e a própria escola, em comunicado, manifestou o seu descontentamento”.

Como resultado dos contactos estabelecidos esta manhã com a população local, os deputados dizem ter percebido o descontentamento perante as consequências que esta fusão e o futuro encerramento da escola vai trazer, sobretudo para aqueles que têm de pagar passe para os transportes públicos. Os alunos da Ponta do Pargo já têm de se deslocar para a Fajã e, futuramente, passarão a ter aulas na Calheta, aumentando significativamente a distância e, consequentemente, o preço dos transportes.