Madeirense co-fundador dos “Sétima Legião” morreu hoje na Bélgica

Foto Visão.

(Com Rui Marote) O médico e músico fundador dos “Sétima Legião”, o madeirense Ricardo Camacho, filho do primeiro presidente do Governo Regional da Madeira, Ornelas Camacho morreu hoje na Bélgica.

Segundo noticia o jornal “Observador”, o teclista da banda estava internado na Bélgica e sofria de cancro do pulmão.

Além dos “Sétima Legião”, Ricardo Camacho esteve envolvido na produção de outros discos.

Segundo a wikipédia, Ricardo Camacho foi médico e músico nascido na ilha da Madeira.

Por volta dos 7 anos de idade entrou para a Academia de Música da Madeira onde fez a iniciação musical, solfejo e violino.

Com 14 anos começou a tocar guitarra eléctrica e formou a sua primeira banda.

Tinha 17 anos quando foi para Lisboa estudar medicina na Universidade de Lisboa. Inicialmente considerou até que o meio musical no continente era muito mais retrógrado do que o que da ilha.

Trabalhou na Rádio Comercial onde foi realizador radiofónico de programas como “Rock Em Stock”, de Luís Filipe Barros, ou “Mão na Música”.

Foi um dos fundadores da editora Fundação Atlântica com Pedro Ayres Magalhães e Miguel Esteves Cardoso, entre outros.

Lançou os “Sétima Legião” com quem colaborou, como produtor e teclista, no disco “A Um Deus Desconhecido”. Depois passou a membro efectivo do grupo.

Produziu discos como “Foram Cardos, Foram Prosas” de Manuela Moura Guedes, “Estou Além” de António Variações, “Remar Remar” dos Xutos & Pontapés. Produziu ainda para outros nomes como GNR, UHF ou Diva.

Depois do fim, não concretizado definitivamente, dos “Sétima Legião”, em 1995, falou-se do seu projecto “Condor”, com Amândio Bastos, que não chegou a estrear-se em disco.

Como médico, passou por vários hospitais, como o IPO, na unidade de transplantes de medula, na oncologia pediátrica. Depois entrou para o Hospital Egas Moniz onde se dedicou à investigação da SIDA.