Técnicos de diagnóstico e terapêutica fazem greve amanhã; exames médicos podem estar condicionados

A estrutura regional do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), anunciou que  os ditos profissionais ) realizarão amanhã uma greve, cujo principal objectivo é voltar à mesa das negociações com o Governo da Republica.
Após a ultima greve, realizada nos dias 24 e 25 de Maio, da qual resultou uma reunião no dia 28 de Maio, o governo apenas propôs alterar o índice remuneratório em dois escalões da base da tabela salarial. Apesar destas alterações, esta tabela remuneratória continua a ser discriminatória em relação a outras tabelas de carreiras com o mesmo grau de exigência e de responsabilidade, queixa-se o Sindicato.
Além disso, dizem, o Governo teima em propor uma transição para as novas carreiras, em que coloca 95% dos TSDT na base da carreira e os 5% restantes na categoria intermédia. Mais grave, acrescentam, é, à luz do já acordado entre a plataforma sindical e o governo, não existir possibilidade dos TSDT progredirem para o topo da carreira.
Grave é também o facto do sistema de avaliação de desempenho que o governo quer aplicar a estas carreiras, que são pluricategoriais, fazer perpetuar os TSDT nos primeiros escalões da base da nova carreira.
Entretanto, por negociar estão ainda matérias de extrema importância para a prestação de cuidados, como é o caso das competências e designações profissionais,
Daí que o sindicato entenda que não resta outra alternativa senão atender à vontade dos sócios e restantes TSDT que não “voltar à luta”.
Na Região Autónoma da Madeira, adiantam, prevê-se uma grande adesão por parte destes profissionais de saúde, o que poderá resultar em constrangimentos para os utentes, nomeadamente ao nível dos exames como análises clinicas, exames audiológicos e oftalmológicos, exames neurofisilógicos e cardiopneumológiocos, e radiológicos e de medicina nuclear. Também na área terapêutica
prevê-se uma grande adesão por parte dos fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e da fala. Prevê-se uma grande adesão, ainda, na farmácia e na dietética.
Algumas cirurgias de rotina poderão estar comprometidas. No entanto, estes profissionais comprometem-se a assegurar integralmente os serviços mínimos.
Também se prevê uma grande adesão dos TSDT que desempenham funções no IA-Saúde e na Secretaria Regional da Educação.
Estes trabalhadores dizem lamentar esta situação, cuja responsabilidade deve ser imputada exclusivamente ao governo da República.


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