Paulino Ascensão acusa a Gesba de gastar excessivamente em assessoria jurídica

Paulino Ascensão, coordenador do Bloco de Esquerda na Madeira, acusou hoje a Gesba, empresa pública que gere as exportações de banana, de ter gasto nos últimos cinco anos perto de 400 mil euros em assessoria jurídica, com um advogado que também é funcionário público e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública na Região Autónoma da Madeira (STFP-RAM).
Segundo uma nota enviada à generalidade da comunicação social, “enquanto os produtores se queixam da magra fatia que recebem do preço final do produto e exigem maior transparência nas contas da empresa pública, esta gasta centenas de milhares de euros com um único assessor jurídico externo. A ABAMA – a associação representativa dos produtores de banana da Madeira – também já se queixa de milhões de ajudas e de vendas que nunca chegaram aos produtores”, assegurou Paulino Ascensão.
Na opinião do bloquista, seria mais vantajoso a GESBA contratar um jurista a tempo inteiro para os seus quadros. “Desde 2014 foram celebrados 6 contratos no valor total de 382.100 euros”, garante.
“Parece existir um conflito de interesses entre a condição de funcionário público no Governo Regional e a prestação de serviços a outra entidade da Administração Regional enquanto profissional liberal. Nada temos contra os negócios da personalidade em causa, mas a bem da transparência e da defesa do interesse público não deveria acontecer esta acumulação de funções”, opina o Bloco de Esquerda, que considera ainda digna de maior perplexidade a circunstância de este jurista ser, além de funcionário público, o presidente da direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública (STFP-RAM).