Porta 33 inaugura no dia 23 mostra de desenho orientado por Luísa Spínola

A galeria “Porta 33” apresenta no sábado, dia 23 de Junho, a exposição intitulada “ A luz que há”. Esta mostra reúne um conjunto significativo de exercícios de desenho orientados pela artista plástica madeirense Luísa Spínola, que se realizaram na Porta33 no período compreendido entre Dezembro de 2017 e Junho de 2018.

“No trabalho da Porta 33 sempre existiu uma preocupação em apresentar a tematização do desenho, quer a partir do programa expositivo quer estimulando a reflexão e a experimentação em torno desta disciplina”, referem os responsáveis por aquele espaço. “Presente desde o início da actividade, esta opção pelo desenho reflecte uma intenção em situar o trabalho expositivo e curatorial muito próximo do processo criativo dos artistas, de que o desenho constitui, provavelmente, a expressão mais directa. Ora esta proximidade com os artistas, o trabalho de produção de obras novas sempre foi uma das características que fizeram da Porta 33 uma instituição única”.

Os exercícios de desenho orientados por Luísa Spínola, que agora se dão a ver sob o título, inspirado em Manuel Zimbro, “A luz que há”, constitui não só a expressão da vocação da Porta 33, como também, um importante corolário à actividade, já que permitiu a formação de um grupo de trabalho motivado para a prática do desenho, “que desejamos ser embrião para partilhar experiências futuras com os artistas convidados a trabalhar na Porta 33”, referem Maurício Reis e Cecília Vieira de Freitas, responsáveis pela galeria.

“Assim, o desenho, enquanto potência para o conhecimento de si e do mundo, é a âncora com que nos propomos sedimentar o enraizamento e o natural crescimento de um projecto de residências intitulado Mais importante que desenhar é afiar o lápis, cuja calendarização será brevemente anunciada, e que reúne um conjunto de artistas, autores e curadores que, de um modo geral, se dedicam a projectos de investigação longos e persistentes, em que as preocupações estão, frequentemente, aliadas a questões ambientais, educativas ou de reparação do mundo”.

Como dizia Manuel Zimbro:
Moro aqui em baixo, milagrosamente respiro, e o olhar tem de se adaptar à luz que há.
Mas uma coisa é essa contingência: ter de se adaptar à luz que há, outra é a necessidade absoluta em não se acomodar nem se habituar à sua tradicional ocultação e nisso favorecer a sua destruição. [Manuel Zimbro, Torrões de Terra notas de um lavrador para encontrar o céu e a terra.] – conclui o comunicado de imprensa.