Albuquerque diz que Madeira está sob chantagem do Governo central e anuncia nova ligação, em túnel, entre Curral das Freiras e Jardim da Serra

Albuquerque-Jardim
Miguel Albuquerque anuncia ligação, em túnel, entre Curral das Freiras e Jardim da Serra.

Miguel Albuquerque foi hoje ao Jardim da Serra, à Festa da Cereja, anunciar uma ligação, em túnel, entre o Curral das Freiras e o Jardim da Serra, bem como a Via Expresso Estreito- Jardim da Serra. E disse que vai apresentar projeto em setembro.

O presidente do Governo deixou, também, uma mensagem de cariz mais político para sublinhar a importância de “defender os direitos dos madeirenses e isso só se faz através da Autonomia e das instituições autonómicas e não nas falinhas mansas de certas forças políticas que querem fazer regressar o centralismo à Madeira”. E disse, ainda, que “há uma chantagem do Governo Central à Madeira”.

O chefe do Executivo lembrou declarações do presidente da República, que no Dia de Portugal disse que tinhamos que construir um país solidário. Mas como é que vamos construir um país solidário se os madeirenses pagam taxas de juro muito mais caras, se as viagens aéreas de Lisboa para a Madeira e da Madeira para Lisboa são as mais caras praticadas pela TAP, temos viagens para Florença a 50 euros e para a Madeira a 500 euros. Isto já não é sequer uma questão única de circulação dos madeirenses, os próprios continentais têm grandes dificuldades para acederem à Madeira, isto é escandaloso. Como é possível, dentro do território nacional, termos estes preços praticados por uma companhia aérea que é pública?”.

Albuquerque fala, também, da ligação marítima, que quem paga é o Governo Regional, mas Portugal tem na sua plataforma continental uma dimensão estratégica enquanto país e deveria suportar esta ligação em território. Vejam o que se passa na Proteção Civil, onde quem paga o custo da operação do helicóptero é o Governo Regional”.

O presidente do Governo não tem dúvidas que a Madeira está sujeita, neste momento, a uma chantagem do Governo Central, tendo em vista uma agenda partidária. Os poderes do Estado e as questões pendentes entre a Região e o Estado, estão a ser utilizadas por motivos partidários”.