Mostra “Livro Arbítrio” hoje inaugurada no Teatro Municipal Baltazar Dias

 

Será hoje inaugurada no Teatro Municipal Baltazar Dias uma exposição de arte contemporânea, intitulada “Livro Arbítrio”, cuja inauguração realizar-se-á no dia 25 de Maio às 19 horas. A mostra ficará patente até ao dia 4 de Junho.

Esta exposição colectiva, com curadoria de Fátima Spínola, reúne quatro artistas plásticos, nomeadamente Andreia Nóbrega, Carolina Fernandes, Diogo Goes e Fátima Spínola.

“Livro Arbítrio” dá a conhecer uma série de obras Site specific realizadas a partir da consideração de Livro, enquanto ponto de partida para uma reflexão livre e aberta, guiada pela visão e obra dos artistas convidados. A instalação artística dialoga com o Desenho, com a Pintura e com o Object-trouvé.

O percurso criado ao longo do Salão Nobre do Teatro Municipal Baltazar Dias reflecte a relação diversificada que o termo Livro nos permite: O livro é abordado nesta exposição enquanto documento, memória, registo, base de construção e de desconstrução.

Andreia Nóbrega

“Sob Papel” explora os limites espácio-temporais, através da expressão no desenho. (Ao explorar a temática da distância na sua realidade sensorial, o desenho materializa um sentimento de aproximação: o espaço mítico da infância é revisitado.) Natureza é o campo em que a vivência desponta. A vivência é a sua experiência no espaço natural, é o seu presente (é presença). As experiências são representadas no caminhar e na observação livre. Desenha, transportada pela expansão do próprio desenho.

Carolina Fernandes

“Desconstrução 1.2” apresentado nesta exposição, está inserido na Pesquisa Mutante de Carolina Fernandes e remete-nos para a desconstrução de um corpo, representando o papel da memória e da aleatoriedade em 3 espaços temporais diferentes (inicio, meio e fim).

Diogo Goes

O objeto-instalação site specific “Goes Circus / Je suis livre porquois?” a ser exposto no Salão Nobre do Teatro Municipal Baltazar Dias, possibilita o estabelecimento de relações dialéticas entre o espaço expositivo e a obra apresentada: uma simbiose entre o “teatro” – enquanto um espaço performativo do autor – e a “biblioteca” – arquivo de livros, e recoleção de vestígios do exercício da prática da pintura. A interrogação é em si uma provocação…

A resposta: Porque amo.

Fátima Spínola

A Instalação ”Retorno de Clarice Lispector”, parte de um ponto de fuga que é criado metaforicamente através da Pintura e do Ready-made. O contexto geográfico e familiar de origem da artista, cruza-se com o percurso da escritora, por meio de memórias de fuga para outro país. Clarice Lispector é aqui retratada como escritora, como mulher e como pessoa.O Livro é transportado e é também meio de transporte para a construção da Identidade.