Estepilha: Os fios são históricos

 

 

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A luta tem mais de 40 anos, já do tempo do engenheiro Ornelas Camacho, o primeiro presidente do Governo Regional. E, hoje, não tem fim à vista.

Estepilha, são fios atrás de fios, uns ao lado dos outros, uns em cima dos outros, num amontoado que do ponto de vista estético deixa muito a desejar, mais parecendo autênticos estendais nas fachadas de alguns edifícios, servindo de poleiro para qualquer ave que ali queira refazer forças de voos menos ou mais alargados. Poleiros há muitos, dizem alguns lembrando-se do filme de Vasco Santana, para quem se lembra, um cómico do tempo a preto e branco, cómico a sério por sinal, que dizia “chapéus há muitos…”, não propriamente devido a fios de eletricidade.

Claro que, meio a brincar, meio a sério, o Estepilha não pode deixar passar esta oportunidade para alertar quem de direito para esta imagem, apenas visando uma apreciação, esperemos que encarada construtivamente, relativamente aos trabalhos que de futuro poderão ser levados a cabo para levar o que resta destes “cabos das tormentas” para zonas subterrâneas, como de resto já acontece por essa Europa fora. Mais bonito, ficava sem dúvida. Menos perigoso, também. Só traria vantagens.

Hoje, foi na Rua do Bispo que detetámos um cabo elétrico de grande espessura, retirado da respetiva caixa, junto ao edifício histórico do Palácio do Ornelas, passando para outro edifício histórico, a Capela anexa ao Museu de Arte Sacra, entrando pela janela com a finalidade de reabastecer a cozinha do Café do Museu.

Estepilha, aquilo é que foi desenrascar, bem à portuguesa, mas que diabo, teremos que passar mais 40 anos a andar na rua com um “teto” de fios?. Pelos vistos, será melhor ir pensando em fazer parte dos roteiros turísticos dos centros históricos.