
A final da Taça de Portugal em futebol é já amanhã, pelas 17.15 horas no Jamor. O contexto, é público, aponta para uma crise infindável do Sporting, na sequência das agressões em Alcochete e da postura que o presidente tem assumido em todo o processo, com uma entrevista antes do decisivo Marítimo-Sporting e com uma conferência, hoje, véspera da final da Taça, para de certa forma responsabilizar os jogadores pelas agressões, dizendo que não vai estar presente no Jamor.
“Estamos a ser alvo de bullying”, disse Bruno de Carvalho, dizendo que “houve atletas do Sporting que não conseguiram aguentar a situação e no Aeroporto da Madeira foram trocadas palavras com os adeptos”, referindo que “Rui Patrício não pode dizer a adeptos, num estacionamento, que sabia que estavam a ser pagos”. Emais à frente: “Não, não vou ao Jamor”, disse o presidente em duas horas de conferência.
Foi mais um dia fértil em noticiário do Sporting. Bruno de Carvalho voltou a falar e o presidente demissionário da Assembleia Geral, Jaime Marta Soares, veio pedir desculpa pelo comportamento do presidente.
Entretanto, a equipa terinou hoje no Jamor e depois disso os jogadores foram para as suas casas, não havendo lugar a estádio para um troféu que o Sporting vai disputar tendo como opositor o Desportivo das Aves treinado por José Mota.
Os técnicos falaram aos jornalistas, lado a lado, apelando cada um à mobilização das respetivas massas associativas. Um momento que procura “salvar” uma final já “ferida” por acontecimentos que impedem, se o Sporting vencer, de fazer a verdadeira festa, como de resto seria uma realidade em condições naturais. Depois, segunda-feira logo se vê, o que será o futuro deste Sporting aos soluços.
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