
Os professores madeirenses entraram já numa fase de maior apreensão, passado que está um período de esperança depois das garantias do secretário regional da Educação, que prometeu resolver a contagem do tempo de serviço. A promessa já faz tempo, a esperança ainda “não morreu”, mas para lá caminha. E a expetativa é grande relativamente ao momento em que haverá o cumprimento efetivo do que foi transmitido às estruturas representativas da classe, por parte de Jorge Carvalho.
Amanhã, os docentes de todo o País vão para a rua. Na Madeira, também, uma mobilização que o Sindicato dos Professores espera grande. A concentração, na Região, será às 15 horas, na Assembleia Regional, seguindo-se uma caminhada até à Quinta Vigia, como se sabe, a Presidência do Governo Regional, onde será entregue uma resolução aprovada pelos docentes.
A recuperação do tempo de serviço congelado, a justa vinculação dos docentes contratados, horários adequados ao exercício da atividade profissional docente, medidas que combatam e previnam o desgaste e o envelhecimento profissional e aposentação justa. São estes os pontos fulcrais das reivindicações.
Francisco Oliveira, coordenador do SPM, recorda que “a secretaria regional da Educação tem afirmado que está tudo resolvido, mas isso não passa de uma posição coerente, e registamos isso, a coerência de dizer sempre a mesma coisa sem resolver. Efetivamente, o senhor secretário nunca renegou os compromissos assumidos, mas passados seis meses não se vê um único passo do Governo para resolver o que assumiu, ou seja, regulamentar a recuperação do tempo de serviço, que é uma das questões centrais da manifestação de amanhã, na Região”.

O dirigente sindical lembra que “ficou acordado, sendo uma exigência dos professores e educadores, que a recuperação começa em janeiro de 2019. No entanto, para que tal aconteça, é preciso que isso esteja contemplado no Orçamento para 2019, sendo que as grandes linhas já estão a ser equacionadas. Se protelarmos mais a situação, corremos o risco de continuar a ouvir, da parte da secretaria da Educação, que o tempo é efetivamente para contar, mas na prática sem passos concretos, nomeadamente as negociações com os sindicatos, mas também dentro do Governo”.
Francisco Oliveira está convencido que “há uma deliberada intenção de ludibriar, em termos de calendariação, a solução da contagem do tempo de serviço. Não duvidamos que haja vontade de o fazer, mas duvidamos do calendário. Nem quando nem como será feito”.
O coordenador reforça a existência de uma expetativa nos professores e aguarda que a concentração deste sábado demonstre esse posicionamento dos docentes face ao que são, na prática, as suas reivindicações. “Será uma grande manifestação. Se aquela que realizamos em novembro contou com mais de 800 pessoas, segundo números da polícia, numa mobilização feita apenas pelo Sindicato dos Professores da Madeira, esta de sábado, com maior envolvência de outras organizações sindicais, vamos conseguir ainda maior adesão. Temos andado pelas escolas a divulgar a iniciativa e a perceção que temos é quie haverá uma grande participação”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





