Governo Regional abdicou da sua autonomia em matéria de ADSE, acusa o CDS/PP-M

Barreto reembolsos
Rui Barreto lembra que “nos governo do Dr. Jardim, as pessoas iam a uma consulta e recebiam o reembolso a pronto”.

O grupo parlamentar do CDS-PP Madeira abordou, hoje, a temática relacionada com os reembolsos da ADSE, com Rui Barreto a direcionar “baterias” para o Executivo de Miguel Albuquerque:  “Foi o Governo Regional que deixou de pagar directamente, enviando essa responsabilidade para Lisboa. Não compreendemos como é que numa matéria tão importante o Governo Regional tenha abdicado da sua autonomia.”

Os centristas foram mais longe e entraram em comparações com o tempo de Jardim: “Num passado recente, nos governo do Dr. Jardim, as pessoas iam a uma consulta e recebiam o reembolso a pronto, no mesmo dia, hoje não só esperam meses pelo reembolso como não sabem quanto é que têm direito a receber.”

Rui Barrero recorda que nos últimos três anos “houve uma alteração substancial na ADSE na Região que tem prejudicado os 46 mil beneficiários”. Nem o debatte proposto pelo CDS/PP alterou alguma coisa, segundo diz o deputado: “Nada se alterou depois do debate, ao contrário do que garantiram o vice-presidente do Governo Regional e o secretário regional da Saúde”. Foi isso que constatou o próprio CDS/PP “esta manhã ao dirigir-se aos serviços do IA-Saúde”.

Diz o parlamentar que “a perda da autonomia é uma realidade porque até setembro de 2015, os beneficiários da ADSE – que todos os meses descontam mais 3,5 por cento do salário do que os beneficiários da Segurança Social – iam a uma consulta, dirigiam-se à Segurança Social e recebiam logo o reembolso, agora entregam os recebidos e esperam vários meses pelo reembolso”.

Rui Barreto diz que o debate também foi esclarecedor em relação ao trabalho que o Governo Regional não realizou, no que diz respeito aos acordos da ADSE com médicos e prestadores de serviços. “A rede na Madeira é praticamente inexistente”, explica. “No continente, um beneficiário da ADSE se for a uma consulta de um médico convencionado, paga 3,99 euros, na Madeira paga 55 euros e recebe 20,45 euros passados meses, se fizer uma TAC na Madeira tem de adiantar os 200 euros para receber 55 euros só alguns meses depois, no continente paga 55 euros pelo mesmo exame. Isto é a prova de que o Governo Regional abdicou da autonomia e que recebendo antecipadamente 3,5 por cento dos 19 mil funcionários públicos, envia esse dinheiro para Lisboa e demite-se das suas competências”.