RAM é “laboratório ideal” para testar operacionalidade e comunicabilidade das forças armadas

*Com Rui Marote
A Madeira pode ser um “laboratório ideal” para promover e testar as condições de operacionalidade e intercomunicabilidade das forças armadas. Esta ideia foi expressa esta manhã no auditório da reitoria da Universidade da Madeira (UMa), à Rua dos Ferreiros, no âmbito da apresentação do programa de divulgação das forças armadas na Região Autónoma, e que reuniu altas patentes militares.
Numa intervenção proferida na ocasião, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro, destacou a visão para o seu mandato, que assenta em servir Portugal com relevância, e contribuir para construir as forças armadas do futuro.

No sentido de concretizar essa visão, Silva Ribeiro definiu orientações estratégicas precisas, entre as quais a de reforçar a credibilidade da instituição militar, superando as dificuldades ao nível de pessoal.
Um dos objectivos estratégicos formulados para atingir tal desiderato é o de fortalecer as capacidades operacionais, numa linha de acção que visa dignificar o papel das FA na sociedade portuguesa, e desenvolver novas iniciativas de abertura à sociedade, para que em conjunto com cada um dos ramos das FA, se potencie o recrutamento e a retenção.

Este programa, com estas iniciativas, está perfeitamente alinhado com esta visão, disse Silva Ribeiro, e traduz uma clara comunhão entre o Estado Maior General e o Comando Operacional da Madeira, que partilham os princípios e caminhos a percorrer neste sentido. Assim, o programa de sensibilização que se pretende implementar caracteriza-se por ser integrador, uniforme, potenciador  e complementar. Integrador, porque permite englobar um conjunto de iniciativas, novas e existentes, assim como um conjunto de organizações com objectivos convergentes, dando corpo e coerência à divulgação institucional.
É também integrador, porque permite englobar um conjunto de iniciativas, novas e também já existentes, e bem assim um conjunto de organizações com objectivos convergentes, dando corpo e coerência à divulgação institucional.

E por outro lado é uniformizador, na medida em que permite uniformizar iniciativas similares, facilitando a sua adaptação aos diferentes contextos regionais e locais. É ainda potenciador porque incrementa novas iniciativas e parcerias, com base num conceito de integração com outras organizações e sua participação na divulgação das forças armadas.
Finalmente, esta perspectiva é complementar porque vem reforçar outras iniciativas existentes, da instituição e de outras entidades com o Dia da Defesa Nacional e o referencial de educação para a segurança, defesa e paz, alargando as oportunidades de divulgação das forças armadas junto da sociedade.

A Região Autónoma da Madeira, foi enfatizado, é o laboratório ideal, existindo grande sinergia entre os três ramos das forças armadas (Exército, Marinha e Força Aérea). Há uma excelente relação institucional com as autoridades e outras entidades regionais. A RAM caracteriza-se, disse-se, por uma dimensão adequada do público e das unidades e meios. Quanto ao Comando Operacional da Madeira, dirigido pelo general Carlos Perestrelo, tem um papel agregador e facilitador. A experiência na RAM permitirá retirar conclusões e afinar um modelo para adaptação ao contexto nacional, tanto no continente como na Região Autónoma dos Açores. Contribuirá, certamente, para promover a imagem dumas forças armadas credíveis, mais próximas dos cidadãos e mais abertas à sociedade. Factores essenciais para o sucesso na missão de servir Portugal e os cidadãos nacionais.
Presentes neste acto estiveram o representante da República, Ireneu Barreto, e outras entidades civis e militares.
Também o militar e historiador Rui Carita traçou, na ocasião, uma perspectiva da história da acção das forças armadas portuguesas na Madeira e Porto Santo.