CDS/PP não quer “um barco recuperado na sucata da Europa”

Lopes da Fonseca CDS líder 2018
Lopes da Fonseca antecipa-se ao anúncio do Governo sobre o “ferry” e diz que não quer um “barco recuperado na sucata da Europa”.

O líder do CDS- PP Madeira espera que o governo regional traga para a Madeira “um ferry que ofereça conforto e segurança aos madeirenses e não um barco recuperado na sucata da Europa, que demore mais de 20 horas para fazer a travessia entre o Funchal e o continente”.

As declarações de Lopes da Fonseca surgem num contexto em que o Executivo Regional prepara o anúncio sobre o vencedor do concurso público internacional para a linha ferry Madeira-Continente, cujo prazo para a entrega de propostas terminou na passada sexta-feira.

Numa nota enviada à comunicação social, sobre um encontro com os jornalistas, o líder centrista referiuque “os madeirenses não vão aceitar que venha para aí um barco qualquer da sucata da Europa”, prognostica o líder do maior partido da oposição. “Estamos à espera de um barco com condições dignas e de conforto, que possa trazer carga e produtos frescos, são essas as legítimas expectativas dos madeirenses.”

Neste mesmo encontro com a comunicação social, António Lopes da Fonseca comentou outro assunto da actualidade política regional: o anúncio do governo regional de que sobraram 15 milhões de euros do Orçamento da Região de 2017. O dirigente lembra que esse saldo positivo é o resultado da asfixia fiscal que o executivo de Albuquerque tem vindo a impor às famílias e empresas da Madeira e Porto Santo nos últimos seis anos. “Faz lembrar a casa onde o chefe de família põe a família a pão e água e depois gaba-se de ter uma boa conta bancária”, exemplificou. “Isto é o resultado das prioridades do governo PSD, que anuncia que tem dinheiro a mais mas continuam a faltar os medicamentos no hospital e levar três meses para pagar o reembolso de uma simples consulta da ADSE, estas não são as prioridades do CDS.”