“Forte e feio”

Forte de São Tiago
A degradação exterior é notória na Fortaleza de São Tiago.
forte de são tiago
Reivindicar edifícios, sim, mas para fica assim, como a Fortaleza de São Tiago, não.

Rui Marote

Sara Madruga, deputada do PSD na Assembleia da República, quer o Farol de São Jorge para a Região mas diz que o Estado exige dinheiro. O Estepilha não tem nada contra e até defende que o aumento do património para a Madeira, tudo o que vem é “lucro”. Mas cá para a gente, que ninguém nos ouve, a Região tem condições para garantir a manutenção destas infraestruturas?

Estas imagens, que aqui reproduzimos, respeitantes à Fortaleza de São Tiago, demonstram as grandes dificuldades que existem para a manutenção, é só ver o estado de degradação exterior. Se nem existe dinheiro para tinta, como podemos aspirar a maiores reivindicações. Veja-se, por exemplo o que aconteceu na Fortaleza do Pico, encerrada para obras, o que já dá para apelidar de “obras de Santa Engrácia” (lenda que se conta no âmbito da construção da Igreja de Santa Engrácia, hoje Panteão Nacional, em que um cristão novo apaixonou-se pela filha de um fidalgo e rondava a Igreja para ver a sua amada. Um dia, foi roubado o relicário e atribuída a autoria ao jovem, que não queria exoplicar porque rondava a igreja todas as noites para não comprometer a jovem. Diz-se que, no momento da execução, na fogueira, terá lançado uma maldição: “É tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem”. E ficou para sempre a expressão “As obras de Santa Engrácia”. A obra demorou quase 350 anos.

O Estepilha espera que isso não aconteça com as obra do Forte do Pico, em que a Região assumiu o compromisso de encontrar instalações para a Marinha, mas isso parece ter caído no esquecimento.

Vamos exigir os edifícios da Alfândega, da GNR e da Capitania, para fazer uma Avenida de hotéis e de lojas de marca. Para já não falar do Palácio de São Lourenço e daquela célebre, por ineficaz e cheia de cumplicidades manhosas pelo meio, campanha “É meu, é teu, é nosso”.

Isto não está fácil…