Hospital adiado pela República e limites de ventos de 1964 merecem críticas do PSD-M

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A Comissão Política do PSD abordou uma medida do Governo relacionada com o passe sub-23 para estudantes universitários.

O PSD-Madeira voltou hoje a abordar os temas pendentes com a República para acusar o Governo central de continuar “a adiar questões de extrema importância para a Região, nomeadamente o cofinanciamento do Novo Hospital, a revisão do Subsídio de Mobilidade, os juros da dívida ou as dívidas dos subsistemas de saúde.

“Não admitimos que continuem a usar interesses partidários para atacar a Autonomia e prejudicar os madeirenses e porto-santenses”, avisou o social democrata Tranquada Gomes, porta voz da Comissão Política do partido, realizada esta noite, na sede à Rua dos Netos.

Mantendo o discurso nos assuntos polémicos dos últimos tempos, o PSD relevou o “empenho do executivo regional, na resolução da frequente inoperacionalidade do Aeroporto da Madeira, Tranquada Gomes alertou que a mobilidade dos madeirenses e a economia da Região não podem ficar prejudicados devido a limitações impostas em 1964. “A realidade mudou: a pista foi ampliada e as aeronaves estão tecnologicamente mais evoluídas”, constatou, defendendo uma “solução urgente”, que “em circunstância alguma coloque em causa a segurança das pessoas.”

O passe sub-23 na Região foi um outro assunto abordado pela Comissão Política, referindo que “três mil estudantes do ensino superior na nossa Região terão descontos até 60% no valor mensal do passe”. Um investimento da Região superior a meio milhão de Euros, assumido pelo executivo madeirense, “que é da responsabilidade do Governo da República”, lamentou o porta-voz, durante a leitura das conclusões da Reunião da Comissão Política.

A Comissão Política enalteceu o sucesso da iniciativa ‘Compromisso Madeira’, garantindo que o Partido irá continuar a preparar as eleições de 2019, ano em que serão disputadas três eleições “difíceis” e “decisivas” para o “futuro da Madeira”: as europeias, as nacionais e as regionais. O objetivo, disse Tranquada Gomes, é “prepara o Partido” e defender os interesses da Região, denunciando “todos aqueles que querem vender e trair a Autonomia tão duramente conquistada”

Tranquada faz referência ao Governo de Proximidade’ e aos ‘Encontros com Militantes’ como iniciativas a ter em conta, dando um número que “prova” o crescimento dos indicadores: a taxa de desemprego passou de 15,8 para 8,9%. “Todos os indicadores económicos regionais revelam evoluções positivas, um sinal claro que a Região atravessa um bom período e que isso tem efeitos positivos no emprego, nas pessoas e nas famílias”, concluiu.