Conclusões da comissão política regional: PTP vai a todas as eleições

A Comissão Política do PTP- Madeira, reuniu esta quarta-feira, dia 26 de Abril 2018, pela primeira vez após o II Congresso Ordinário, realizado a 07 de Abril 2018, ou seja, depois da eleição de Quintino Costa para líder regional.

A reunião teve a seguinte ordem trabalhos:

  • -Distribuição de responsabilidades políticas internas;
  • -Análise da situação política nacional e regional;
  • -Criação de um grupo de trabalho responsável da elaboração dos programas eleitorais para as eleições europeias e legislativas nacionais.

Para além da distribuição de responsabilidades internas que foram distribuídas pelos membros da Comissão Política, foi deliberado que na primeira reunião do Conselho Regional deve a Comissão Política propor aos membros do Conselho Regional que cada dirigente daquele órgão para além das funções estatutariamente atribuídas respondam por áreas específicas, como forma de descentralizar responsabilidades de direção bem como valorizar o papel de todos os seus elementos.

A Comissão Política do PTP fez a seguinte análise da situação política nacional:

O PTP valoriza a capacidade democrática que tiveram os partidos à esquerda do PS para que fosse assegurada a viabilidade governamental. Demonstraram ao país que também eram capazes de se colocarem no arco do poder fazendo assim uma rutura com a falsa teoria que para governar só o PS, PSD e CDS reuniam condições.

No entanto, lamenta que essas forças políticas não tenham aproveitado a situação de estabilidade interna bem como o ambiente social favorável para avançar mais na defesa dos direitos dos trabalhadores, na sustentabilidade da segurança social, no combate à pobreza em particular nas camadas mais idosas. Apesar dos aumentos verificados nas reformas, estas continuam a serem miseráveis, fazendo da população mais idosa vulnerável a situações de pobreza.

Quanto às responsabilidades ou compromissos do Governo da República para com a Região entende o PTP que o Governo da República continua a discriminar a Madeira, particularmente no dossiê da construção do novo hospital, na revisão da lei da mobilidade e na revisão da Lei de Finanças Regionais.

O bloqueio nestas matérias merece o nosso protesto. Entendemos que só não houve avanços porque o governo da República e os seus apoiantes continuam a olhar para a Madeira com objetivos eleitorais, adiando assim medidas de extrema importância para a Madeira.

No que à situação política regional diz respeito, entende que o governo regional já não merece a confiança da maioria dos madeirenses. Os madeirenses votaram em Miguel Albuquerque porque este prometeu resolver situações como sejam a mobilidade aérea, a ligação marítima por ferry entre a Região e o continente e a construção do novo hospital. Prometeu resolver os problemas que afetam a saúde. No entanto, nada foi resolvido.

Por outro lado, diz o PTP, assiste-se a uma força política que se diz de esquerda e alternativa ao PSD que em nada se diferencia do pior que tem o PSD. O atual candidato a presidente do governo por parte do PS recupera a receita jardinista, usando os mecanismos e meios públicos em benefício próprio.

Perante esta análise, a Comissão Política do PTP-Madeira, entende que deve intensificar o seu esclarecimento direto com o eleitorado e reforçar a organização interna do partido tendo como objetivo alargar a sua influência junta da população da Madeira.

Deste modo, a Comissão Política, entende que todos os militante e simpatizantes do PTP devem intervir em todos os espaços a que tenham direito de forma a atingirmos o objetivo do esclarecimento público a que a população da Madeira tem direito, que muitas vezes tem sido escondido ou desvirtuado por quem tem como princípio informar de forma seria e isenta.

Quanto aos atos eleitorais que se aproximam, o PTP reafirma a sua total intenção de se candidatar em listas próprias a todos os atos eleitorais.

Perante este cenário, foi delegado ao presidente da Comissão Política que criasse um grupo de trabalho que comece a preparar as linhas orientadoras das eleições legislativas Nacionais e Europeias.  Também ficou assente que no que diz respeito a possíveis candidatos aos próximos atos eleitorais que o PTP só iniciará essa discussão em Janeiro de 2019.

Por fim, o PTP é com muita preocupação que assiste às tentativas de enfraquecimento dos direitos, liberdades e garantias conquistados em Abril de 1974. Da nossa parte, tudo faremos para que as instituições judiciais e burocráticas não condicionem os direitos de Abril.