TAP e easyjet cancelam mais voos e deixam passageiros em desespero no regresso das férias da Páscoa

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TAP cancela o TP 1677 Lisboa/Funchal e o TP 1688 Funchal/Lisboa.
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A easyjet cancela Um Lisboa/Funchal e o Funchal/Lisboa das 21.10.

A TAP e a easyjet voltaram hoje a cancelar, no total, quatro voos, dois Lisboa/Funchal e dois Funchal/Lisboa, uma situação que vem sendo recorrente nos últimos tempos, a que se juntam os condicionalismos a que os madeirenses já estão habituados por força das condições climatérias que, também nos últimos tempos, têm afetado sobremaneira a funcionalidade do Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo.

De acordo com informações dos serviços de comunicação do Aeroporto da Madeira, a TAP cancelou o voo Lisboa/Funchal, o TP 1677, que deveria chegar pelas 21.10. Por via disso, cancelou o voo Funchal/Lisboa, o TP 1688, que deveria partir pelas 21.55 horas. Também a easyjet cancelou o seu voo Lisboa/Funchal, EZ7607, procedendo de igual forma com o voo Funchal/Lisboa, que deveria sair da Madeira pelas 21.10 horas.

Tudo isto acontece num dia em que as condições de operacionalidade do Aeroporto registaram alguns períodos mais complicados, sendo que um voo da easyjet, proveniente de Gatwick, depois de algum tempo de espera, acabou por aterrar, o mesmo acontecendo com o voo da TAP, o TP 1689.

Esta situação relacionada com os cancelamentos tem vindo a ser muito frequente nos últimos tempos, com a TAP e a easyjet a alegarem razões operacionais internas das respetivas companhias, cujos pormenores não são revelados, mas que têm provocado enormes transtornos aos passageiros e protestos um pouco por todo o lado. Isto porque as alternativas encontradas, noutros voos, ocorrem vários dias depois dos cancelamentos, situação que coloca problemas acrescidos a quem tem o regresso ao trabalho ou, no caso de hoje, quem termina férias da Páscoa e amanhã inicia aulas do último período do ano letivo.

O Governo Regional, como ontem demos conta, através de declarações do vice presidente Pedro Calado, já tomou posição escrevendo às duas companhias, demonstrando o descontentamento por parte do Executivo Madeirense relativamente a esta forma de tratar os madeirenses e os portosantenses, até porque se trata da única forma de de transporte, que não pode apresentar estes condionalismos por forma de razões operacionais.

Pedro Calado deu voz aos protestos governamentais, mas hoje mesmo há registos de novos cancelamentos, situação que está a provocar uma onda de descontentamento em função de decisões das duas companhias que operam regularmente na linha e que, conscientes do serviço que prestam, deveriam ter em conta que os madeirenses e portosantenses não têm alternativas. Há mesmo que defenda, a partir de agora, uma posição ainda mais firme da Região face a “estes atropelos da TAP e da easyjet”.