Câmara do Funchal vai garantir planos de execução das Juntas para dar “equidade” a todos os funchalenses

Foto Rui Marote.

A reação foi em bloco: os eleitos pela Coligação Confiança nos orgãos autárquicos mostraram hoje a sua indignação pelo sentido de voto assumido pelo PSD na reunião de Câmara da semana passada, rejeitando os acordos de execução que serão estabelecidos entre a CMF e as Juntas de Freguesia do concelho, em 2018.

Gonçalo Jardim, presidente da Assembleia de Freguesia de Santo António, e Duarte Caldeira, presidente da Junta de São Martinho, foram os representantes dessa reação da Confiança, dado voz ao descontentamento para com a posição social democrata, lamentam a atitude do PSD e dizem que não podem admitir que “os interesses partidários se sobreponham aos interesses das pessoas”.

Por isso, dizem que vão viabilizar os acordos de execução em todas as Assembleias de Freguesia onde a Coligação tenha representatividade. Mas também garantem que “se porventura não houver aprovação nessas Assembleias, a Câmara vai assegurar a concretização do plano, de forma equitativa, para todas os funchalenses.

Os acordos de execução em causa vêm aumentar, no de 2018, quer as competências a atribuir às Juntas de Freguesia do Funchal, quer a transferência de verbas para o efeito. Em 2018, serão transferidos 1,7 milhões de euros para as dez Juntas do Funchal, um aumento de mais de 300 mil euros, superior a 20% em relação ao ano transacto. Todas as freguesias passam a receber mais verbas e mais competências.