Conferência analisa contributos da psicologia para a melhoria do sucesso escolar

No âmbito do protocolo assinado entre a Secretaria Regional de Educação, através da Direcção Regional de Educação, e a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), realiza-se amanhã, dia 9, às 10 horas, no auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA) uma conferência intitulada “Contributos da Psicologia Escolar para o Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular”. A acção é dinamizada por Sofia Ramalho (vice-presidente da OPP).

Para a SRE, este momento “constituirá um importante espaço de formação e reflexão sobre as práticas conducentes à melhoria do sucesso escolar”.

Esta entidade governamental salienta que hoje, mais do que nunca, sabe-se que o bem-estar dos alunos e dos agentes educativos depende do desenvolvimento de um sentido de pertença à escola. O psicólogo escolar e da Educação tem um conhecimento aprofundado da comunidade escolar, que lhe permite apresentar propostas e reforçar compromissos e áreas subjacentes a políticas educativas conducentes a esse bem-estar. Neste contexto, pode actuar enquanto consultor na análise de dados e na orientação para as tomadas de decisão, no sentido de maximizar os recursos, processos e resultados da escola. Pode ainda criar dinâmicas de acção-reflexão-investigação, de forma continuada, amplamente promotoras de mudanças educativas.

Por esse motivo, o psicólogo escolar e da Educação está em posição técnica e científica de gerar propostas promotoras da autonomia, flexibilidade e inovação pedagógica, atendendo às especificidades locais e particulares da escola, aos seus aspectos organizacionais e estruturais, ao perfil das turmas e ao perfil do aluno por referência aos seus contextos de vida, refere uma nota da Secretaria da Educação. Poderá apoiar projectos de personalização do ensino, propor agrupamentos de alunos e horários, novas formas de avaliação ou projectos curriculares inovadores, em função dos processos de desenvolvimento e de aprendizagem dos alunos, da sua capacidade de autorregulação e de autonomia, de modelos de resolução de problemas, da integração de aprendizagens não formais e de tantas outras condições que analisa com base no comportamento humano.