Segundo voo extra na Páscoa pode ser anunciado até quinta-feira

pedro calado
Pedro Calado questiona: “Quem são os estudantes universitários carenciados? Os que já têm bolsa do Governo Regional?”

O vice presidente do Governo Regional esclareceu hoje a situação relacionada com o avião da Páscoa para estudantes universitários e algumas críticas vindas a público sobre o facto dos 144 lugares já estarem vendidos mesmo antes da abertura das agências.

Pedro Calado começa por afirmar que a decisão do Governo foi “a título excecional. Como os estudantes são as principais vítimas dos preços das passagens nestas épocas, criámos um voo extra só para estudantes universitários sem que as famílias tenham que adiantar o dinheiro pagando apenas o valor da passagem. Quando negociámos este voo, sentimos dificuldades para encontrar aviões disponíveis para este voo extra. Dividindo as passagens pelas agências, coube poucas a cada uma delas. O que pedimos é que dessem prioridade por ordem de chegada às agências, se na prática algumas situações não foram assim, o Governo não consegue controlar. Havendo poucos bilhetes deem prioridade por ordem de chegada. Foi isso que pedimos. Estamos a tentar fazer mais um voo extra, mas ainda não posso confirmar nada. Mas tudo faremos para ajudar mais estudantes”.

Outro aspeto prende-se com críticas que indicavam que este voo deveria ser destinado a estudantes universitários carenciados. O vice presidente quer desmistificar: “O que são estudantes carenciados? Os que têm bolsas do Governo Regional? Imaginem que fazíamos um voo só para estudantes bolseiros, que já são beneficiados pelo Governo Regional através da atribuição das respetivas bolsas? E os outros, que não têm bolsa mas também são madeirenses e muitos até poderão ter dificuldades? Nem poderia exigir às agências, porque não lhes compete, para exigirem o IRS das famílias. Por muitas leis e muitas regras que possamos adotar, isto passa muito pela consciência das pessoas”.