Polícias saem amanhã em manifestação pelas ruas do Funchal

Foto de Arquivo: Uma manifestação anterior, frente à CMF. Não é a primeira vez que os polícias se manifestam exigindo o cumprimento das prometidas condições de carreira.

Quatro sindicatos representativos das forças policiais estão envolvidos na organização de uma manifestação que trará amanhã os polícias para a rua em protesto pelo não descongelamento das carreiras e reposição nos índices e pelo não comprimento do seu Estatuto. Os sindicatos SILP, SVCP, SPPOL e SINAPOL estão fartos das “falsas promessas do Ministério da Administração Interna”.

Por isso, convocaram uma manifestação que começará, pelas 17 horas, no jardim do Campo da Barca, frente ao Comando Regional da Polícia de Segurança Públia da Madeira.

Meia hora mais tarde, os polícias sairão em desfile percorrendo várias artérias do centro, nomeadamente a Rua do Anadia, Rua Drº. Fernão de Ornelas em sentido ascendente, Rua do Bettencourt, Rua do Aljube, a Placa Central da Avenida Arriaga, frente à estátua de João Gonçalves Zarco e, no sentido descendente, a Avenida Zarco. Será feita uma concentração ao Palácio de São Lourenço, residência oficial do representante da República na Madeira, Ireneu Cabral Barreto.

“Faremos o trajecto sempre de forma que não provoque embaraço a circulação e se possível sempre sobre os passeios”, prometem os polícias.

Um memorando subscrito pelos representantes dos quatro sindicatos apresenta as principais razões do protesto público: O não cumprimento na íntegra do Estatuto da PSP, Decreto-Lei n.º 243/2015, de 19 de Outubro, nomeadamente, nos seguintes pontos:

  • Falta de dotação para fardamento e equipamento individual;
  • Reposição de índices renumeratórios;
  • Concursos de promoção na carreira de Chefes e Agentes;
  • Passagem à pré-aposentação;
  • O elevado défice de efectivos – Chefes e Agentes.
  • A falta de meios (Carros patrulha e equipamento de protecção individual).
  • A continuada degradação das instalações policiais (Esquadras de Machico e Porto Santo).
  • Fraca (ou quase inexistente) assistência médica na Região Autónoma da Madeira por falta de contratos de prestação de serviços médicos, clínicas e hospitais.