PSD foi inteirar-se das necessidades e problemas do SEF na Madeira

Os deputados do PSD na Assembleia Legislativa Regional efectuaram hoje uma visita às instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) na Madeira. À saída, o deputado Adolfo Brazão referiu que o propósito da visita foi o dos parlamentares social-democratas se inteirarem dos problemas com que esta polícia se possa eventualmente deparar. “Neste momento, todo o atendimento é feito na Loja do Cidadão, um espaço exíguo; ainda assim, segundo a opinião da Sra. Directora, conseguem dar vazão a todo o movimento, que atingiu um pico muito grande nos últimos tempos, sobretudo por causa do regresso dos venezuelanos e lusodescendentes”, disse o porta-voz desta iniciativa.

Só no ano passado, regressaram 450. O atendimento de cada um “é um processo moroso”.

O problema que pareceu mais preocupante aos deputados foi a falta de pessoal. Note-se que a questão não é apenas a dos cidadãos estrangeiros que querem legalizar a sua situação: há também emigrantes portugueses em países estrangeiros que têm regressado. A Venezuela não é o único país em questão: com a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, espera-se também o regresso potencial de vários emigrantes na Inglaterra e, quiçá, mesmo de cidadãos britânicos. A questão dos vistos “Gold” foi também abordada: na Madeira, têm sido atribuídos sobretudo a cidadãos russos, disse Adolfo Brazão, ao contrário do que acontece no continente, em que têm sido contemplados com este tipo de vistos sobretudo as pessoas de nacionalidade chinesa ou angolana.

O SEF, aparentemente, não tem, portanto, sofrido de nenhum problema relevante no desempenho da sua missão na RAM.